Momento Espírita
Curitiba, 18 de Agosto de 2017
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ícone O que as crianças realmente precisam

Você já se perguntou o que seu filho realmente precisa?

Quando as crianças reclamam, ou quando se comportam mal, quase sempre desabafamos:

Eu as alimento, visto, compro brinquedos, mantenho-as limpas e aquecidas. Levo a passear. Que mais querem, afinal?

Se elas forem indagadas, dirão: Queremos você!

E estarão traduzindo necessidades essenciais para as suas vidas. Necessidades para manter a vida. E para se sentirem felizes.

Conta-se que, ao concluir-se a Segunda Guerra Mundial, em 1945, a Europa estava em ruínas.

Entre os tantos problemas humanos a serem enfrentados estava o cuidado de centenas de órfãos, cujos pais haviam sido mortos ou separados permanentemente dos filhos pela guerra.

A Suíça, que tinha se mantido neutra durante a guerra, mandou alguns dos seus profissionais de saúde para ajudar a enfrentar o problema.

Um médico se destacou. Ele deveria pesquisar a melhor forma de cuidar dos bebês órfãos.

Ele viajou pela Europa. Visitou muitos lugares que cuidavam dessas crianças para ver qual obtinha maior sucesso.

Ele viu situações extremas. Em alguns locais, campos hospitalares americanos foram montados.

Os bebês foram colocados em berços limpos, em enfermarias higienizadas, sendo alimentados em horários regulares com leite especial, por enfermeiras uniformizadas.

Todo rigor de higiene. Todos os cuidados possíveis.

Na outra ponta da escala, nas remotas vilas das montanhas, um caminhão simplesmente encostou e o motorista perguntou:

Vocês podem cuidar destes bebês?

E deixou quase cinquenta crianças chorando, aos cuidados dos moradores da vila.

Ali, cercados por crianças, bodes, cães, nos braços de uma camponesa, os bebês dependiam de leite de cabra e cozido comunitário.

O médico suíço tinha uma maneira simples de comparar as diferentes formas de cuidado. Ele não se detinha a pesar os bebês ou medir a coordenação motora.

Naqueles dias de influenza e disenteria, ele usava a mais simples das estatísticas: a taxa de mortalidade. O que ele descobriu foi uma surpresa.

Enquanto as epidemias se alastravam pela Europa e muitas pessoas estavam morrendo, as crianças nas vilas estavam se desenvolvendo melhor do que as dos hospitais com todos os cuidados científicos.

Ele descobriu que os bebês precisam de amor para viver. As crianças dos hospitais tinham tudo. Menos afeto e estímulos.

Os bebês nas vilas tinham mais abraços e alegria. Com cuidados básicos, se desenvolviam.

Em resumo: os bebês precisam de contato humano e de afeto.

Sem esses ingredientes humanos, podem facilmente morrer.

*   *   *

Os bebês precisam de contato frequente, de troca de olhares, sorrisos, um ambiente colorido e cheio de vida.

Precisam ser carregados, balançados no joelho, acarinhados.

Eles precisam de sons como canto e conversas.

Enfim, precisam de quem os ame! Eles precisam de você!

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2, do livro
 
O segredo das crianças felizes, de Steve Biddulph,
 ed. Fundamento.
Em 28.12.2015.

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