Momento Espírita
Curitiba, 20 de Outubro de 2017
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ícone O sol real

Certa vez um pai, muito sensível, percebeu que uma de suas filhas estava sofrendo e lhe perguntou o que estava acontecendo com ela.

A garota respondeu que havia sido criticada pelas amigas por ser uma pessoa simples, não gostar de ostentação e por não ter preocupação excessiva com a estética.

Ela estava se sentindo rejeitada e triste.

O pai, grande educador, percebendo o sofrimento da filha, disse-lhe, com carinho: “Filha, algumas pessoas preferem um bonito sol pintado num quadro, outras preferem um sol real, ainda que esteja coberto pelas nuvens.”

Em seguida perguntou-lhe: “Qual é o sol que você prefere?”

Ela pensou um instante e respondeu: “O sol real.”

E o pai completou: “Mesmo que as pessoas não acreditem no seu sol, ele está brilhando. Você tem luz própria.

Um dia, as nuvens que o encobrem se dissiparão e as pessoas irão enxergá-lo. Não tenha medo das críticas dos outros, tenha medo de perder a sua luz.”

Muitos jovens se sentem reféns da opinião dos outros, e sofrem muito quando são criticados, pois seu desejo mais ardente é ser aceito pelos colegas.

Um fato, também muito corriqueiro na vida dos jovens, e que nem todos conseguem superar, é a rejeição.

O desprezo, a indiferença, os comentários maldosos, são geradores de muitos dissabores na alma juvenil, quando os pais descuidam da orientação e atenção adequadas.

O jovem, ainda imaturo e inseguro, diante de uma situação de grande estresse pode enveredar pelo caminho das drogas, da depressão, da degenerescência moral.

Por isso se faz importante a atenção dos pais, nesses dias em que as nuvens pairam sobre os corações juvenis, obscurecendo-lhes o sol interior.

Ensine ao seu filho a arte de construir a própria felicidade, ainda que tudo pareça conspirar contra.

Mostre a ele que o que os amigos pensam dele ou deixam de pensar, não intensificará a sua luz interior, nem a diminuirá.

Diga-lhe que o que faz a diferença é o que ele realmente sente e é.

Ensine seu filho a não se escravizar ao consumismo atormentado, à neurose de buscar a beleza física a qualquer custo, a não depender da opinião dos outros para ser feliz.

Ensine ao seu filho que a verdadeira beleza está na alma, e não numa silhueta bem definida.

Diga-lhe que a beleza física é passageira, como as flores de um dia, e que o Espírito é o ser imortal que sobrevive à matéria e transcende o tempo.

                                                           *  *  *

“Mesmo que as pessoas não acreditem no seu sol, ele está brilhando. Você tem luz própria.

Um dia, as nuvens que o encobrem se dissiparão e as pessoas irão enxergá-lo. Não tenha medo das críticas dos outros, tenha medo de perder a sua luz.”

Acredite nessa verdade, e ajuste o olhar do seu filho para que ele também possa ver em si mesmo um sol real brilhando, mesmo que, por vezes, esteja encoberto pelas nuvens.

Pense nisso, e, se guardar algum tipo de medo, que seja o de perder a própria luz.

 

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 6, pt. 1, do livro Pais brilhantes, professores fascinantes, de Augusto Cury, ed. Sextante.

 

 

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