Momento Espírita
Curitiba, 26 de Setembro de 2020
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“Conta-me...

 Como é o sol, lua sincera?

 Encanta-me...

 Teu lume azul, tua esfera.

 

 Daríamos valor ao dia

 Se a noite não nos fosse companhia?

 Teria eu tua presença, sol, astro amigo

 Se o claro fosse do escuro inimigo?

 

 E as cores, na ausência da intensidade

 Pintariam retratos com tanta propriedade?

 E a luz própria, que procuramos descobrir

 Teria algum sentido em surgir?

 

 Se tudo nascesse claridade

 E da penumbra não surgisse...

 Onde estaria a felicidade

 No fim de uma jornada que não existisse?

 

 Conta-me...

 Como é o sol, lua sincera?

 Encanta-me...

 Teu lume azul, tua esfera.”

 

O poema nos fala da evolução humana, e dos caminhos que trilhamos para alcançar o objetivo maior, a sublimidade, a perfeição.

O processo evolutivo não dá saltos. Tudo no Universo segue desenvolvimentos graduais, desde as transformações das galáxias, dos globos, até o crescimento moral dos Espíritos.

Não há criatura no Universo criada perfeita. A perfeição é finalidade de todos, e não há privilégios na Criação Divina.

Os anjos, por exemplo, são apenas Espíritos Superiores, que alcançaram este estágio de beleza moral e intelectual por seus próprios esforços.

Partimos todos, sem exceção, da ignorância e da simplicidade, destinados à felicidade, à perfeição.

Seguimos nossos caminhos fazendo escolhas, regidos pela Lei maior de Causa e Efeito, voltando à carne tantas e tantas vezes para desenvolver nossas virtudes, semeadas nos jardins íntimos da potencialidade.

Criaturas de Deus - desta Inteligência Suprema e Causa Primeira de todas as coisas - levamos as Leis maiores do Universo nas vastas naves da consciência.

Criaturas de Deus, trazemos a possibilidade do contato constante com o Pai, através da oração sincera e da confiança raciocinada nos mecanismos educacionais da vida.

Criaturas de Deus, partimos da penumbra, da ausência das virtudes no coração, com o objetivo de conquistar a luminescência própria, assim como os astros do Cosmos que aprendemos a chamar de sóis.

 

                                                           *   *   *

Todos trazemos o sol potencial em nossas almas...

Todos trazemos a perfeição potencial em nossas almas...

Resta-nos seguir, e seguir em frente, conquistando a felicidade em cada alvorada, em cada nova oportunidade que o Criador nos concede de darmos mais um passo, de brilhar um pouco mais nossa luz.

Resta-nos seguir, seguir e amar, pois não há senda mais segura e agradável do que aquela apontada pelo amor...

 

 

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no poema Claro escuro, de Andrey Cechelero.

 

 

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