Momento Espírita
Curitiba, 08 de Abril de 2020
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ícone Importante conquista

O dia 20 de julho de 1969 assinalou a chegada do homem à lua.

Milhões de pessoas ficaram com os olhos fixos na tela da televisão, no mundo inteiro, naquele momento especial em que Neil Armstrong e Edwin Aldrin pisaram o solo lunar pela primeira vez.

Durante 21 horas, eles permaneceram em solo lunar, onde colocaram uma bandeira americana, uma câmara de TV, entre outras coisas, e colheram 27 kg. de amostras de pedras e poeira.

A conquista emocionou. Concretizava-se ali o que fora iniciado em 1880, com a teoria do vôo espacial, desenvolvida por um professor primário do interior da Rússia.

Desde então, a conquista do espaço se acirrou. Satélites artificiais se multiplicaram. Satélites para observações meteorológicas, orientação da navegação aérea e marítima e para telecomunicações.

A preocupação bélica não foi desconsiderada e se passou à realização de testes militares siderais, preparando-se o homem para uma possível guerra nas estrelas.

Ante tantas conquistas, contemplamos o homem que vive tão próximo de nós e nos surpreendemos com as outras tantas que ainda nos faltam alcançar.

Ainda não conseguimos descobrir vacinas e medicamentos eficazes para várias enfermidades. O câncer, a tuberculose, a AIDS são fantasmas horripilantes para todos os que trabalham na área da saúde.

A fome, a desnutrição são desafios constantes.

Os chamados "acidentes genéticos" ainda se apresentam como uma incógnita para os estudiosos.

Todos os dias, médicos e enfermeiros percebem vidas preciosas se esvaírem.

E esse mesmo homem que conquista o espaço, planeja estabelecer-se em Marte, atravessar as distâncias siderais, está inquieto.

Não realizou ainda a viagem mais importante de toda sua vida. A viagem para dentro de si mesmo, para se descobrir como filho de Deus, Espírito imortal, fadado à perfeição.

Por isso mesmo, permanece inquieto e atormentado. As conquistas tecnológicas não conseguiram lhe aquecer o coração.

E bastaria tão pouco: que ele contemplasse as estrelas com olhos de ver, que descobrisse Deus nas coisas mais simples às mais complexas, até incompreensíveis para o seu pálido raciocínio.

Que aprendesse a orar com sentimento e viver com dignidade. Que se interessasse um pouco mais pelos tesouros imperecíveis do Espírito, e se recordasse que além e acima de tudo, reina Deus, o Pai de todos nós, que nos ama e nos sustenta.

Você sabia?

...que o primeiro ser vivo colocado no caminho das estrelas foi uma cachorra russa de raça Laika, um cão esquimó? E que seu nome era Crespinha?

E que a pesquisa espacial é uma grande aliada da Astronomia, da Física e da Filosofia?

Isto porque o que verdadeiramente mobiliza cientistas de várias partes do globo é o desejo de compreender o Universo e a si mesmo.

Redação do Momento Espírita, com dados colhidos no texto O homem na lua, do Almanaque Abril, ano 1992, ed. Abril.

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