Momento Espírita
Curitiba, 21 de Setembro de 2020
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        Como tem sido as nossas atitudes no decorrer dos dias?

         Se formos analisar, com seriedade, chegaremos à conclusão de que tantas vezes não nos comportamos como gostaríamos.

         Basta que prestemos atenção em nossos atos para que cheguemos a tal conclusão.

         Normalmente, levantamos, fazemos a higiene do corpo, nos alimentamos, quando o fazemos, nos vestimos e saímos para o trabalho. Ou ficamos em casa envolvidos com as tarefas domésticas.

         Diante do novo dia que Deus nos concede, lembramos de agradecer?

         Presenteados com a oportunidade de convívio com os familiares e amigos, somos reconhecidos ao Pai Criador?

         Lembramos de agradecer pelo trabalho que nos dá o sustento?

         Estando empregados, lembramos de pedir a Deus que ampare a tantos que correm de um lado para outro à procura de qualquer ocupação, que lhes dê possibilidades de alimentar os filhos famintos?

         Temos olhado à nossa volta com atenção? Temos fixado o olhar dos companheiros que seguem conosco dia após dia?

         Muitos que transitam conosco talvez estejam carregando pesados fardos nos ombros. E seria tão bom que alguém lhes aliviasse o sofrimento ainda que com um sorriso sincero.

         Quantos cruzam o nosso caminho com grande tristeza no olhar, com graves enfermidades e estão a ponto de desistir da vida...

         Normalmente, quando nos dirigimos a alguém, as mais das vezes, é para reclamar da vida, do patrão, dos colegas, do salário, do tempo... Enfim, reclamar e reclamar.

         Estamos nos tornando pessoas frias, indiferentes, apáticas, violentas...

         Violentas, porque no trânsito agimos como se a rua se destinasse a nós somente.

         Violentas, porque muitas vezes nossos gestos são bruscos, irritadiços.

         É muito comum ouvirmos as pessoas dizerem que só estão devolvendo o que recebem dos outros. Mas, não será melhor oferecer aos outros algo melhor, desde que cada um dá do que possui? Já que a boca só fala do que está cheio o coração?

         Se uma pessoa nos trata com aspereza, ofereçamos a outra face, como Jesus nos ensinou.

         A outra face da aspereza é a doçura, a cordialidade, a boa educação.

         Se recriminamos nos outros qualquer atitude, por que os imitamos?

         Assim, vale a pena refletir em torno dos nossos comportamentos diários. Cada instante é oportunidade de sermos úteis a alguém, de contribuirmos para uma sociedade civilizada.

*   *   *

         Certa feita, assistindo a um seriado na televisão, observamos uma cena que nos fez refletir muito, tal a profundidade do ensino de que se revestia.

         Uma senhora, dessas que sempre estão de mal com a vida, resolveu mandar um presente a uma moça bonita e benquista, com a qual não simpatizava. Buscava ofender.

         Quando a moça abriu o pacote do presente, muito bem feito por sinal, pode perceber que o seu conteúdo não era nada agradável. Tratava-se de uma porção de estrume.

         Foi até o jardim, depositou lá o conteúdo, já que seria de utilidade no adubo da terra.

         Feito isso, colheu as mais belas rosas, fez um lindo buquê e pediu à serviçal que o entregasse à senhora, juntamente com um bilhete que dizia mais ou menos assim:

         Agradeço imensamente o presente, que me foi de grande utilidade, e quero retribui-lo. Colhi algumas rosas no jardim e lhe ofereço, já que cada um dá o que tem.

         A senhora corou de vergonha ao lembrar do que lhe havia mandado de presente.

*   *   *

         Procuremos imitar o Mestre, que passou na Terra amparando e perdoando, auxiliando e servindo e, nas horas derradeiras do Seu apostolado de redenção, aceitou o sacrifício e a morte na cruz, flagelado e oprimido, mas de braços abertos.

Redação do Momento Espírita.
Em 30.09.2008.

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