Momento Espírita
Curitiba, 21 de Setembro de 2020
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Há algum tempo, tomamos conhecimento de uma pesquisa feita por respeitável Universidade do nosso país, com o intuito de observar até que ponto os filmes violentos influenciam no comportamento dos jovens.

Vários jovens assistiram a filmes violentos e depois, sem saberem que estavam sendo estudados, foram conduzidos ao jogo de futebol. O resultado pôde ser observado com clareza: o índice de violência tinha aumentado.

Os chutes, pontapés, empurrões e cotoveladas foram mais evidentes nos jovens que foram incentivados pelos filmes violentos.

Tudo isso nos leva a meditar acerca de tantos outros problemas que atingem os nossos jovens e que nos preocupam, como pais e educadores.

Se é verdade que as cenas violentas incitam a violência dos nossos filhos, também o é que os filmes sensuais, as cenas de sexo, a desvalorização do ser humano, promovidos por filmes e novelas são incentivos à sexualidade precoce e irresponsável.

Temos assistido cenas picantes, que vão ao ar num horário em que não só os jovens, mas as crianças ainda estão diante da televisão.

Temos visto novelas que vão ao ar no final da tarde e início da noite, que são um verdadeiro incentivo à prostituição, à qual se pretende mascarar de liberdade.

As cenas se sucedem e a ideia é sempre a mesma: induzir os jovens ao ficar, termo que eles mesmos utilizam para designar o envolvimento com um parceiro sem responsabilidade nenhuma. Sem sequer saber seu nome.

O que não se esclarece nessas telenovelas, é que nossos jovens são pais e mães em potencial.

Que estão sujeitos a uma gravidez precoce. Que são suscetíveis de magoar e magoar-se, porque são seres que têm sentimentos.

O que não se esclarece aos jovens e adolescentes é que muitos abortamentos e suicídios decorrem desses atos irresponsáveis, pelos quais eles responderão mais tarde perante as Leis maiores que regem a vida.

Não se explica aos nossos filhos que as pessoas não são coisas descartáveis, que se usa e depois se joga fora como um objeto qualquer.

Os jovens, por sua vez, agindo conforme lhes ditam essas imagens e conceitos, não se dão conta de que são Espíritos imortais, Espíritos velhos num corpo juvenil.

Não se dão conta de que renasceram com uma ficha de compromissos assumidos antes do berço dos quais terão que prestar conta logo mais, no Além túmulo.

Não se dão conta de que a juventude do corpo não os exime das responsabilidades, já que as Leis Divinas estão inscritas na consciência de cada um de nós, jovens ou não, no corpo físico.

Nós, pais, que assumimos a responsabilidade de bem conduzir os Espíritos dos nossos filhos, o que temos feito para evitar que eles sejam incentivados pelas novelas e filmes criados por homens e mulheres enfermos da alma?

E os filhos, o que têm feito por não se deixar levar por essa influência maléfica?

O que têm feito para não se subjugarem ao impositivo das paixões e desejos aviltantes, sem o mínimo respeito aos semelhantes e a si próprios?

*   *   *

Se as cenas violentas acordam a violência em nós é porque ela ainda está presente em nossa intimidade.

Assim, se notarmos que nosso filho é violento, não reforcemos essa tendência colocando-o num esporte violento. E se nossa menina demonstra exagerada vaidade, não a coloquemos em atividades que reforcem essa fraqueza.

Pelo contrário, procuremos apresentar-lhes um ídolo de verdade. Permitamos que nossos filhos conheçam o Espírito mais perfeito que a Terra conheceu. Ensinemos nossos filhos a conhecer Jesus Cristo. Esse sim, é um Modelo digno de ser seguido e imitado por todos nós.

Redação do Momento Espírita
Em 28.06.2010.

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