Momento Espírita
Curitiba, 02 de Abril de 2020
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ícone A imagem da cruz
 

Toda quinta-feira à noite, um homem ia nadar em uma piscina coberta. Ele tinha um costume muito estranho. Corria até à água, molhava o dedão do pé, depois subia no trampolim mais alto e, com um esplêndido salto mergulhava na água. Era um excelente nadador.

As pessoas ficavam intrigadas com aquele costume de molhar o dedão antes de saltar na água. Um dia, alguém tomou coragem e lhe perguntou a razão daquele hábito.

O homem sorriu e respondeu: Sim, eu tenho um motivo para fazer isso.

Há alguns anos, eu era professor de natação de um grupo de homens. Meu trabalho era ensiná-los a nadar e a saltar do trampolim.

Certa noite, não conseguia dormir e fui à piscina para nadar um pouco. Como professor de natação, eu tinha uma chave para entrar no clube.

Não acendi a luz porque conhecia bem o lugar e a claridade da lua brilhava através do teto de vidro.

Quando estava sobre o trampolim, observei minha sombra na parede em frente, com os braços abertos, e aquela imagem me chamou atenção.

Minha silhueta formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali, parado, contemplando a imagem.

Naquele momento, pensei na cruz de Jesus Cristo e em Seu significado.

Eu não era cristão, mas quando criança aprendi um cântico cujas palavras me vieram à mente e me fizeram recordar que Jesus tinha Se entregado à morte, por amor à Humanidade.

Não sei por quanto tempo fiquei ali, parado, sobre o trampolim, com os braços estendidos e nem compreendo porque não pulei na água.

Finalmente, desci e fui até à escada para mergulhar na água. Quando  meus pés tocaram o piso duro e liso... percebi que a piscina estava completamente vazia.

Na noite anterior tinham esvaziado a piscina e eu não havia percebido!

Senti um tremor no corpo e um calafrio na espinha.

Se eu tivesse saltado, seria meu último salto.

Naquela noite, a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Ali mesmo agradeci a Jesus por ter permitido que eu continuasse vivo.

Fiquei por algum tempo ajoelhado à beira da piscina. Aquela situação havia mexido profundamente com a minha alma, e daquele dia em diante meus valores se modificaram sensivelmente.

E, por fim, o rapaz perguntou ao seu interlocutor: Agora você compreende porque eu molho o dedão antes de saltar na água? É para me certificar se a piscina está mesmo cheia.

*   *   *

Acima dos acontecimentos corriqueiros do nosso dia-a-dia, existem forças que regem todas as coisas, de acordo com as Leis soberanamente justas do Criador.

Assim, nunca pensemos que certas situações acontecem por obra do acaso.

Todos, sem exceção, estamos mergulhados no pensamento Divino, como peixes num grande oceano.

Dessa forma, nunca deixemos de dar graças por tudo que nos acontece, pois só acontece com a permissão de Deus, Nosso Pai misericordioso, justo e bom.

 

Redação do Momento Espírita com base em mensagem de autoria ignorada.
Em 15.10.2010.

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