Momento Espírita
Curitiba, 18 de Dezembro de 2017
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ícone O homem e a árvore
 

O homem pode ser comparado a uma árvore. As suas raízes de sustentação e nutrição, fincadas no solo, são o seu passado espiritual.

Espíritos imortais que somos, trazemos das tantas experiências já vividas a resultante da conquista intelectual e moral realizadas.

O solo onde as raízes se fincam são os pais e responsáveis pela educação. Se elas permanecerem em solo árido ou pantanoso, pedregoso e sem fertilidade, logo a falta de vitalidade determinará doenças e até a morte da planta.

É preciso a correção da terra, a adubação, para que as energias vitais corram por toda a estrutura do vegetal, levando-o a ter vigor e, assim, poder florescer e frutificar.

O adubo é a educação sadia, alicerçada em valores morais elevados. Justamente aqueles que têm muito mais a ver com a formação do Espírito imortal, que tudo absorve e permitirá que o indivíduo se torne, nesta vida, um cidadão honrado. Alguém que pese e contribua positivamente para a comunidade onde vive.

O tronco é a existência atual. Através dele circula a seiva retirada das raízes e, então, o homem se mostra leal, servidor, operante.

Os galhos e a folhagem representam as atitudes presentes. Existem árvores com ramaria abundante mas incompleta, pois sem folhas, ressequidas. Os que ali buscam abrigo, encontram somente uma sombra mirrada, que não refrigera o ardor do sol e o calor do dia.

Sem folhagem, os pássaros não se achegam para construir seus ninhos e estabelecer a sua família.

São os homens que não pensam senão em si mesmos, que constroem e vivem para o seu gozo.

Somente realizam aquilo que lhes proporcione prazer. São os egoístas, que vivem insatisfeitos. São também invejosos porque observam a folhagem verde, jovem das demais árvores e quereriam também possuí-la, sem se esforçarem para isso.

As flores e os frutos representam o futuro. Toda árvore que se sustenta em raízes fortes, corrigidas pelo adubo da educação, que ergue um tronco robusto que se espalha em galhos e folhas fartas de pensamentos edificantes, constrói para si a felicidade de ver multiplicarem os seus frutos, após a floração perfumada e colorida.

Nesse processo, não podem ser esquecidas as ervas parasitas que sugam a seiva da árvore. Os insetos daninhos que a exploram.

As ervas parasitas e os insetos daninhos debilitam, interferindo no comportamento do vegetal. Podem ser entendidas como as criaturas que se avizinham do outro somente para dele extrair o de que necessitem, sem esforço.

São os exploradores da boa fé alheia, os que pretendem enriquecer à custa da desgraça de outros, quais sejam os que fomentam o tráfico das drogas e dos prazeres mundanos.

Se passam a ter controle e força sobre a sua vítima, a consomem.

*   *   *

O homem, como a árvore, necessita de extremados cuidados para se desenvolver em bases seguras, erguer o tronco e produzir em abundância.

Por isso Deus confia os Espíritos a pais e mães, na Terra. Ser pai ou mãe é, pois, ter sido convidado por Deus para contribuir com a economia do Universo.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 32, do livro Trilhas da libertação, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Feb.

Em 05.01.2011.

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