Momento Espírita
Curitiba, 29 de Março de 2020
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ícone Heróis invisíveis
 

Já se perdem as vezes, em nossa memória, das notícias trazidas pelos jornais, rádio, televisão e Internet a respeito dos dramas e das dificuldades humanas.

Não são poucos os veículos de informação, quando não a sua totalidade, a dar preferência e destaque para o escândalo, o crime, a violência.

A cada dia, as notícias invadem nosso cotidiano, de forma intensa e, se superando dia após dia, como se o grotesco, o chocante e a degradação dos hábitos não tivesse limites.

A enxurrada de informações é de tal monta, que, não raro, temos a impressão de que todos no mundo agem de uma forma errada, sem valores, sem padrões éticos e morais.

É comum se destacar na imprensa, salvo valorosas exceções, o crime, o descalabro, a infâmia e o erro.

E a falta de reflexão, de análise nos leva a conclusões que não correspondem à realidade.

Devido a isso, são muitos a fazer coro em um discurso pessimista, avaliando a sociedade e o mundo como decadentes, sem valores e egoístas.

E, por repetirem tantas vezes tais conceitos, acabam se convencendo dessas falsas verdades, tornando-se também, por sua feita, pessoas individualistas, egoístas, quando não, com valores centrados somente em si mesmos e nos seus interesses.

O que ocorre é que essas mesmas pessoas deixam de perceber, perdem a capacidade de enxergar inúmeros grandes heróis, que, anonimamente, agem no mundo, todo dia, a cada dia.

Não se tornam manchete inúmeros cidadãos comuns que utilizam suas horas de folga, seu horário de lazer, após cumpridas as obrigações profissionais e familiares, para se dedicar ao próximo.

Quantas são as pessoas anônimas que vão visitar outras pessoas, que não são suas conhecidas, colegas ou amigos. Pessoas que se encontram em solidão, em um leito hospitalar ou em um asilo. Fazem isso em nome da solidariedade.

Quantos são os que buscam recursos, preparam lanches, elaboram entretenimentos para os pequeninos, que se encontram em centros de educação infantis, em lares transitórios, desguaridos de abraços e chamegos maternais.

Apenas agem assim em nome da fraternidade.

Não são poucos aqueles que são capazes de arrecadar fundos, buscar doações, amealhar colaboradores para a construção de instituições, que abrem suas portas para o auxílio dos menos favorecidos, dos mais variados matizes. E só agem assim em nome do amor.

Dessa forma, é importante, antes que estejamos a repetir frases prontas de pessimismo, de descrédito com nossa sociedade atual, que percebamos que são muito mais numerosos aqueles que operam no bem do que aqueles que agem no mal.

Apesar de o mal ser barulhento e escandaloso, o bem age de maneira sutil, segura e efetiva, semeando os valores nobres que todos trazemos em gérmen, na intimidade do coração.

Nesses dias desafiadores, onde o avanço tecnológico une todos e tudo, que possamos, cada um de nós, optar para que o nosso proceder seja aquele que divulgue os valores nobres que desejamos para o nosso planeta.

 

Redação do Momento Espírita.

Em 25.06.2011.

 

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