Momento Espírita
Curitiba, 20 de Junho de 2026
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ícone No dia do remorso

É natural que nos vejamos, diariamente, diante de variadas situações em que as abençoadas lições do Cristo nos parecem distantes e utópicas.

Circunstâncias em que deixamos o caminho do bem e abraçamos o atalho do equívoco.

Há momentos em que a mágoa e a irritação assumem o controle. Então, maus pensamentos influenciam nossas atitudes.

Em rompantes lamentáveis, permitimos que as relações familiares ou sociais sejam prejudicadas pelo azedume de comentários e pela acidez de atos.

Depois, quando recuperamos a capacidade de raciocínio, o remorso nos invade, consumindo, pouco a pouco, construções espirituais das mais notáveis.

Foi por causa do intenso sofrimento do remorso que Judas se deixou arrastar pela proposta suicida.

Ele poderia ter se furtado àquela infelicidade, afastando-se da ideia que o estimulou a abandonar a vida.

O Senhor o aconchegaria, como fez após o desvario cometido.

Inúmeros foram os criminosos no mundo que admitiram seus erros, sob o peso do remorso, começando o processo do arrependimento e da reparação.

Voltaram ao caminho de suas vítimas, mesmo que delas sofressem acusações e agressividade.

Quem está disposto a renovar-se não teme os corretivos ou remédios, ainda que doloridos e amargos.

É necessário aprender a pedir desculpas, a confessar erros, a admitir equívocos, para que o remorso não se aninhe na alma.

Tal sentimento não será capaz de, sozinho, acalmar a consciência culpada, nem de corrigir os estragos produzidos.

É preciso que posturas sensatas sejam adotadas.

O caminho da luz deve ser retomado.

Somente assim o arrependimento terá o poder de nos reerguer e não mais nos fazer sucumbir sob o peso da culpa.

Não somos infalíveis, nem invulneráveis.

Reconheçamos nossos erros, quando eles ocorrerem.

Partamos, em seguida, para o acerto.

Pois todos que seguem pelos caminhos humanos podem tropeçar e tombar.

Que essa verdade não seja justificativa para reincidências e recaídas, mas que nos seja motivação para o recomeçar constante e diário.

*   *   *

O caminho para a perfeição é um trajeto longo e difícil.

Somos Espíritos iniciantes e inexperientes nessa bela e infinita jornada.

Muitas serão as dificuldades que se apresentarão e poderemos optar por trilhas equivocadas, mais de uma vez.

Diversas serão as ocasiões em que nos veremos enrodilhados em nossos próprios vícios, ferindo nossos amores e destruindo projetos e sonhos.

Não paremos na estrada a chorar pelo tempo perdido, tampouco pelo estrago havido.

Sequemos as lágrimas, busquemos curar as feridas produzidas pela incúria e pela imprudência.

Feridas que causamos nos outros e em nós mesmos.

Reconstruamos as obras que nossos atos impensados e nossas palavras amargas arruinaram.

Resgatemos todo o sofrimento que produzimos com o nosso mal, ou com a nossa omissão no bem.

Façamos nossa parte, sem lamentações inúteis nem lamúrias estéreis.

Ergamos os olhos e, buscando a luz da verdade e a senda do bem, sigamos em frente.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 21 do
livro
Para uso diário, pelo Espírito Joannes, psicografia
 de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 30.7.2026

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