Momento Espírita
Curitiba, 14 de Agosto de 2020
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ícone Ociosidade – mal dos dias modernos

Os dias de hoje têm muitas facilidades.

Os meios de comunicação nos permitem saber de tudo o que acontece no mundo, no momento em que está ocorrendo.

Com as conexões via computador, qualquer pessoa pode navegar pelo mundo apenas acionando algumas teclas.

Jornais e revistas chegam em nossas casas, sem que precisemos sair para comprá-los.

Através das tv's a cabo e satélite, vários canais de televisão do mundo inteiro estão ao nosso alcance, basta que acionemos alguns botões.

O serviço de entregas por telefone é bem aceito pela população.

Aumentam as ofertas e os produtos. Flores, remédios, alimentos e outras tantas mercadorias chegam às nossas portas depois de ligeiro telefonema.

São as facilidades que, sem dúvida alguma, o progresso trouxe para o conforto geral.

Todavia, muito cuidado para que tais comodidades não se convertam em ociosidade, em preguiça.

A acomodação ociosa violenta o caráter moral do homem e desarticula as fibras e músculos orgânicos destinados ao movimento, à ação.

O homem tem como destino o progresso constante.

É ótimo que aproveitemos as facilidades que nos são oferecidas no campo material, mas é urgente que busquemos alcançar novos degraus no campo espiritual, ético e moral.

É importante que saibamos empregar bem o tempo que a tecnologia nos poupa.

Mais será exigido de quem mais tem. É afirmativa de Jesus.

Todos os benefícios ofertados à Humanidade são permitidos pela Divindade, e devem servir como meio para se alcançar o verdadeiro progresso, que consite na melhoria intelectual e moral.

Lutemos, pois, para que não sejamos dominados pela acomodação. Busquemos desenvolver os valores duradouros do bem, da honradez, da honestidade, da bondade, da dignidade, da cultura útil, do conhecimento.

Essas observações servem também para os nossos filhos. Cuidemos para que não caiam nas malhas da preguiça, do marasmo.

Incentivemos a leitura edificante, ensinando-os que ler um livro pela primeira vez é conhecer um novo amigo. Ler um livro pela segunda vez é encontrar um velho amigo.

Com todo nosso afeto, mostremos-lhes que todos fazemos parte de uma sociedade, e que somos interdependentes.

Para a construção de uma sociedade melhor, é necessário que todos contribuamos ativamente com nosso tijolo de amor, ainda que pequeno, mas de suma importância.

Utilizar bem o tesouro das horas, em nosso e em benefício dos que nos rodeiam, eis a grande decisão que nos cabe.

Exercitar a alma disciplinando as emocões, treinando a paciência, o perdão, a humildade, para que nosso perfil seja condizente com nossos anseios superiores.

Enfim, fazer luz em nossa intimidade e afastar as trevas da acomomodação atrevida, que teima em se fazer presente em nossas vidas.

Diz um provérbio chinês que há três coisas que nunca voltam: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.

Por tudo isso, diga não à ociosidade.

*  *  *

Mesmo que nosso corpo esteja inerte, o pensamento não para nunca.

É por esse motivo que muitas pessoas, que não se entregam à acomodação e ao marasmo, ficam lúcidas apesar do envelhecimento do corpo físico.

Ao contrário, as que acham que nada mais podem fazer e dão por cumprida sua etapa, têm o cérebro atrofiado e a esclerose se manifesta mais cedo.

Assim, importa que mantenhamos o cérebro e as mãos sempre ocupados, com coisas positivas, para que a lucidez não nos abandone jamais.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 15.8.2012.

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