Momento Espírita
Curitiba, 05 de Julho de 2020
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Segundo consta de O livro dos Espíritos, Jesus constitui o tipo mais perfeito, oferecido por Deus ao homem, para lhe servir de Modelo e Guia.

Trata-Se de uma afirmativa plena de significados.

Por vezes, as criaturas se declaram desencantadas com aqueles a quem admiravam.

Muitas chegam a abandonar suas crenças, sob tal justificativa.

Miravam-se em seres frágeis, embora bem intencionados, mas que não resistiram a algumas provações.

Eles podem ser líderes religiosos, políticos, amigos, pais ou irmãos.

Ocorre que a fragilidade é inerente à condição humana.

Apenas Espíritos puros não erram e nem fraquejam.

Todos os demais estão sujeitos a vicissitudes.

Por certo, alguns homens destacados podem servir de inspiração.

Há muitas pessoas honradas e notáveis.

Mas, como não são perfeitas, por vezes elas erram.

Para que o ideal do bem não pereça, convém admirá-las, mas sem excesso de expectativas.

Para o homem no mundo, o modelo a considerar é Jesus.

Em Sua extrema pureza, Ele nunca Se equivocou.

Por toda a Sua vida, pairou acima de hipocrisias e de preconceitos, portando-Se com invariável sabedoria.

Seu Evangelho traz os roteiros a serem considerados, em quaisquer circunstâncias.

Se os homens, ainda frágeis, de vez em quando erram, isso é algo para ser lamentado, e não copiado.

Outra decorrência desse ensinamento consiste na impropriedade de se importar demais com a opinião dos outros.

Nessa linha, Jesus disse:

Ai de vós quando todos os homens falarem bem de vós, porque assim faziam seus pais em relação aos falsos profetas.

Indubitavelmente, muitas pessoas existem de parecer estimável.

A elas se pode recorrer em momentos oportunos.

Mas ninguém deve desprezar a opinião da própria consciência.

A voz de Deus costuma se manifestar nesse santuário Divino.

Por ponderado que pareça um homem, ele corre o risco de se enganar em uma ou outra coisa.

Em caso de dúvida, convém refletir nos exemplos de Jesus e buscar no próprio íntimo a inspiração necessária.

No mais, constitui rematada loucura esperar a aprovação geral.

O alerta do Cristo, quanto ao consenso popular, segue atual e oportuno.

Em um ambiente de ilusões e contrastes como a Terra, não é possível agradar a todos simultaneamente.

A verdade costuma demorar para aparecer e o homem prudente jamais é aplaudido pelos imprudentes.

O próprio Cristo, em Sua época, não foi apreciado por toda a gente.

Para Maria Madalena, Ele era o Salvador.

Mas para Caifás, era o revolucionário perigoso.

O tempo foi a única força de esclarecimento geral.

Se você se encontra em serviço edificante e sua consciência o aprova, aquiete-se.

As opiniões levianas ou falsas pouco importam.

Não é possível conciliar o dever com a leviandade, nem a verdade com a mentira.

Pense nisso.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 80, do livro Caminho,
Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido
Xavier, ed. Feb.
Em 14.12.2012.

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