Momento Espírita
Curitiba, 21 de Setembro de 2020
busca   
no título  |  no texto   
ícone Mediante esforço

A siderurgia transforma a estrutura dos metais e os trabalha para finalidades compatíveis com programas antes estabelecidos.

Artistas alteram as formas de pedras, do bronze, do cobre, do ouro, da prata e lhes transmitem vida, lhes arrancando das entranhas, sob inspiração e esforço, a beleza e a utilidade para enriquecimento da sociedade.

Débil raiz cravada na frincha de uma rocha, obedecendo ao finalismo da sua existência, fende a pedra rude e sustenta a planta que sobre ela se desenvolve.

*   *   *

A vida responde de acordo com a ação desencadeada.

O violento tropeça com a truculência a cada passo.

A paciência encontra a harmonia quando persiste.

O sanguinário torna-se vítima da própria impetuosidade.

O pacifista adquire tranquilidade enquanto defende os ideais que o dominam.

O intrigante padece da neurose do medo.

A lealdade produz confiança.

A irritabilidade leva às ulcerações gástricas, duodenais e ao desequilíbrio da emoção.

A concórdia gera harmonia em toda pessoa e lugar.

O mal é sombra pelo caminho de quem lhe sofre a ação.

O bem é luz irradiante a produzir alegria.

Allan Kardec, em sua obra O céu e o inferno, ao abordar o tema Código penal da vida futura, afirma:

O Espírito sofre, quer no mundo corporal, quer no espiritual, a consequência das suas imperfeições.

As misérias, as vicissitudes padecidas na vida corpórea, são oriundas das nossas imperfeições, são expiações de faltas cometidas na presente ou em precedentes existências.

O sofrimento é inerente à imperfeição.

Toda imperfeição, assim como toda falta dela promanada, traz consigo o próprio castigo nas consequências naturais e inevitáveis:

Assim, a moléstia pune os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que haja mister de uma condenação especial para cada falta ou indivíduo.

Da parte do bem que se faz, podemos aplicar o mesmo raciocínio: toda virtude traz consigo sua felicidade própria.

Quando cumprimos as leis Divinas - inscritas na consciência - recebemos por consequência imediata a harmonia, o refazimento e a paz íntima.

É Deus dentro de nós afirmando diariamente que os caminhos do amor são os mais seguros, e os únicos que nos levam à anelada felicidade plena e aos braços do Criador.

*   *   *

Que nos possamos moldar ao programa do dever de crescer para Deus, domando as más inclinações.

A princípio, essa atitude deve ser concentrada nas imperfeições de pequena monta.

Esse exercício, feito com disciplina e seriedade, já é caminho para a vitória sobre as paixões mórbidas que procedem do passado delituoso.

O alvo permanente deve ser nos libertarmos delas.

O homem torna-se o que se trabalha.

Não há milagre de transformação moral, em quem não se exercitou nas realizações humanas para a própria sublimação pessoal.

Pensemos nisso.


Redação do Momento Espírita, com base no cap.7, do livro O céu e o
inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no cap. 14, do livro Alegria de
viver, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira
Franco, ed. Leal.
Em 11.4.2013.

© Copyright - Momento Espírita - 2020 - Todos os direitos reservados - No ar desde 28/03/1998