Momento Espírita
Curitiba, 08 de Abril de 2020
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ícone Chama-me pelo nome

Ela acordou louca! Foi o que todos afirmaram, no amanhecer daquele dia, na cidade de Magdala.

Todos desejavam saber o que havia acontecido à Maria Madalena que a fez deixar toda sua riqueza e conforto para sair de Magdala trajando apenas um simples manto.

*   *   *

A noite estava escura e ligeiramente fria.

Ao aproximar-se da singela casa de pescador, na praia de Cafarnaum e na qual ela sabia estar o Mestre, seu coração disparou e suas mãos ficaram trêmulas.

Embora sua alma desejasse profundamente aquele encontro, ela se sentia envergonhada por seus atos passados, por sua vida de luxúria e desequilíbrio no campo afetivo.

Ao adentrar no recinto e contemplá-lo, num impulso ela se lançou a Seus pés e, em meio a grossas lágrimas, exclamou: Raboni, que, em aramaico, significa Mestre querido.

Jesus, tomando as mãos daquela mulher entre as suas, gentilmente asseverou: Maria.

Ela estranhou o fato dEle a chamar pelo nome, pois que estavam se conhecendo naquele momento.

Porém Jesus, redarguiu: Maria, eu sou o bom pastor. E conheço todas as minhas ovelhas.

Naquele instante, o Mestre falou a Maria sobre os tesouros do céu e a convidou a uma tarefa grandiosa: Ama, Maria.

Sentindo-se renascer, Maria Madalena retornou à sua residência, vendeu seus bens, tudo distribuindo entre seus servos e os pobres.

A partir daquele dia, onde se encontrava Jesus de Nazaré, lá também estava a arrependida de Magdala.

O tempo se sucedeu. Chegou o dia em que Jesus foi levado diante da autoridade romana, aprisionado, torturado e crucificado.

Durante o caminho até o Gólgota, ao lado de Maria, mãe do Cristo, encontrava-se Maria Madalena. Seu coração estava despedaçado de tristeza pelo que os homens faziam Àquele que havia sido o único homem que verdadeiramente a amara e a aceitara.

Três dias haviam passado desde que Ele morrera. Na manhã de domingo, Maria de Magdala foi ao local da sepultura de Jesus. Para sua surpresa, o túmulo estava vazio.

Antes que pudesse entender o que houvera acontecido, aquela doce voz mais uma vez a chamou pelo nome: Maria.

E, com o coração repleto de alegria, ela novamente se lançou a Seus pés: Raboni!

Nos anos que se seguiram, Maria de Magdala foi viver junto aos abandonados no vale dos leprosos, em Jerusalém, ofertando-lhes os ensinamentos do Mestre.

Em seu retorno ao plano espiritual, foi recebida por Jesus, que, abraçando-a, declarou: Maria, já passaste a porta estreita!... Amaste muito! Vem! Eu te espero aqui!

*   *   *

Guardemos as palavras de Pedro: O amor cobre uma multidão de pecados e erros. Deixemos o ontem no passado e nos preocupemos com o que hoje fazemos em função de nosso progresso.

Todos os dias Deus nos concede um novo alvorecer, repleto de oportunidades. Aproveitemos, portanto, cada segundo, a fim de marcharmos em direção ao Mestre.

Tenhamos a certeza: Ele nos conhece pelo nome e nos aguarda de braços abertos...

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 20,
do livro
Boa Nova, pelo Espírito Humberto de Campos,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em  15.2.2014.

 

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