Momento Espírita
Curitiba, 29 de Março de 2020
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ícone Seja sempre Natal

O auditório do Tribunal estava lotado. Mas não era para uma sessão judiciária. A quase totalidade das pessoas assentadas nas poltronas confortáveis jamais havia ali adentrado anteriormente.

Era um local para sessões muito especiais e a própria imponência das mesas, das cadeiras lhe dava um toque de solenidade e de pompa.

Alguns dos presentes conheciam o recinto, como os faxineiros, limpadores de vidraças, garçons, seguranças.

Contudo, nesse dia, as portas haviam se aberto e mais de três centenas de servidores terceirizados ali estavam, confortavelmente assentados.

Notava-se-lhes a surpresa. Alguns registravam sua presença, junto aos amigos, com suas câmeras fotográficas.

Um dia especial. Uma comemoração natalina. Um momento de gratidão.

Era esse o motivo daquele encontro. Presentes as autoridades judiciárias, deu-se início ao evento.

Um a um, eles discursaram. Não para os seus pares desembargadores e juízes, mas para os servidores, para as pessoas que, ao longo do ano, lhes serviram o café, o lanche, mantiveram o asseio do ambiente e lhes garantiram a segurança.

Cada um deles deixou extravasar o coração, dizendo que aquela confraternização era para dizer da gratidão àqueles servidores, por seu trabalho, ao longo do ano.

Contaram fatos estimuladores ao bem, lembraram a data natalina que se avizinhava, falaram a respeito do Celeste Aniversariante.

Cada qual com sua tônica, foi criando um ambiente de muita emoção.

Uma ou outra lágrima furtiva escapava dos olhos dos homenageados.

Então, a esposa de um desembargador tomou do violão e cantou. Sua voz se elevou como uma prece, alcançando os céus, graças à feliz escolha das canções.

Canções do nosso Brasil, canções que falavam da terra maravilhosa em que vivemos, do orgulho de ser brasileiro, da força de um povo que se ergue, a cada dia, para lutar e vencer.

Canções que convidavam ao amor ao próximo, à terra natal, à gratidão a Deus pela vida, por mais dura que ela se possa apresentar.

Em alguns momentos, o auditório ouvia, silencioso, em outros, incentivado pela cantora, a acompanhava, entre a alegria e a emoção.

Uma festa de corações. Os mais sensíveis sentiam asas invisíveis adejarem sobre todos, esparzindo bênçãos.

Amores que haviam partido, anjos de guarda, servidores do bem envolviam em doces abraços os presentes.

A harmonia das notas, a voz primorosa, os versos, tudo se elevava em envolvente prece.

Então, concluindo, a canção final se derramou pelo ambiente. Uma canção portuguesa que, entre seus versos proclamava:

É Natal, os sinos vão tocando

Enquanto nos seus lares famílias vão rezando.

É Natal, alegram-se as crianças.

O pai Natal voltou com montes de lembranças.

É Natal, o mundo iluminou-se

Com a luz do perdão que Deus à terra trouxe.

É Natal, Jesus vem nos dizer

Que só prá perdoar vale a pena nascer.

É Natal, os homens são irmãos,

Esqueceram o egoísmo e deram-se as mãos.

É Natal, poucas horas somente,

Que juntas são um dia, um dia diferente.

É Natal. Oh! Deus que me escutais

Fazei que os outros dias

Sejam todos Natais.

*   *   *

Que seja Natal todos os dias em nossas vidas!

 

Redação do Momento Espírita, com base em fato ocorrido
no Auditório do Tribunal de Justiça do Paraná, em
15 de dezembro de 2011.
Em 16.12.2014.

 

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