Momento Espírita
Curitiba, 05 de Junho de 2020
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ícone As novas gerações

Em tempos em que abunda a violência contra a mulher, é de nos questionarmos o que será das novas gerações?

Esses meninos, que crescem assistindo e ouvindo notícias de assassinatos, de violências de toda sorte contra a mulher, o que farão, no futuro? O que pensam a respeito?

Alguém teve a ideia de questioná-los e, na cidade de Nápoles, na Itália, se realizou uma enquete com meninos entre sete a onze anos.

O experimento consistiu em abordar, na rua, a cada um, de forma individual e gravar as respostas, ações e reações às questões e ordens formuladas.

O entrevistador, para deixar bem à vontade os garotos, pergunta o nome, a idade. Depois, o que desejam ser quando crescerem, que variou de arquiteto, jogador de futebol, bombeiro, policial a pizzaiolo.

A razão da escolha da profissão mereceu respostas rápidas, como quem sabe o que quer da vida: Quero construir a casa dos meus sonhos; Desejo salvar vidas. Até a mais simples: Porque gosto de pizza.

Então, uma terceira personagem entra em cena. Uma simpática garota, de longos cabelos loiros. Ela não fala absolutamente nada. Posta-se em frente ao entrevistado, que recebe a informação: Esta é Marina.

Os garotos olham, sorriem.

O que você gosta nela? – Indaga o entrevistador.

Um respondeu que eram os olhos; outro, que eram os olhos e o cabelo, com certeza, o cabelo; outro ainda falou dos sapatos dela e das mãos. Um mais ousado disse que a achava totalmente linda, e que gostaria que ela fosse sua namorada.

Ao comando que se seguiu, todos obedeceram, embora demonstrassem não se sentir muito à vontade: Faça uma careta para ela.

E o: Faça um carinho nela, mereceu dos entrevistados um toque de mão, muito rápido, pelos cabelos, pelo ombro ou no rosto, demonstrando certa timidez.

Enfronhados na pesquisa, rindo disso, daquilo, de repente, se faz uma pausa e, logo em seguida, o entrevistador dá o comando: Bata nela! Com força!

Os meninos olham para a câmera, espantados. Há quem, incrédulo, indague: O quê?

A ordem é repetida: Bata nela, vamos!

Olhos baixos, olhar intrigante ou surpreso, nenhum deles tira as mãos dos bolsos ou as leva na direção da garota. Tornam a olhar para o entrevistador e a resposta é: Não!

Por que você não bate nela? – Insiste quem se encontra por detrás da câmera.

E esses meninos deram as mais diversas respostas, que nos dizem que o mundo, sim, está caminhando para dias melhores:

Ela é uma menina!

Porque sou contra a violência!

Porque vou machucá-la!

Porque isso é maldade!

Porque em mulher não se bate nem com flor, nem com um buquê de flores!

Mas, o vídeo que circula pela internet e que, apenas em um dia, teve mais de um milhão de acessos, termina com a resposta de um menino de onze anos. Com certeza, a mais espetacular: Porque eu sou um homem!

*   *   *

Homem, ser humano. De quem se espera nobreza, dignidade, para a construção de um mundo melhor.

Homem que respeita o outro ser humano porque deseja igualmente ser respeitado.

Que mundo maravilhoso estão construindo as novas gerações. Felizes os que andaremos pela Terra no mundo da Nova Era.

 

Redação do Momento Espírita, com base no vídeo Bata nela, do
http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6120.
Em 12.2.2015.

 

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