Momento Espírita
Curitiba, 08 de Abril de 2020
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ícone Quando sofrer é útil

Qual a razão do sofrimento na Terra?

Não há filósofo que não tenha se debruçado sobre esta pergunta, a fim de buscar alguma resposta.

Não há nenhum de nós que, em um dia de sofrimento, não tenha voltado os olhos aos céus fazendo esta indagação.

Por que, afinal, o sofrimento?

A vida na Terra é um grande aprendizado.

Nenhum de nós foi convidado a retornar às lides terrenas sem esse objetivo maior.

Afinal, a maior lei da vida é o amor, asseverou Jesus, cabendo-nos, portanto, o seu exercício pleno.

Por isso tantas experiências nos acontecem. Por isso o suceder de vidas. Para que aprendamos a amar.

Estamos na Terra para exercitar esse sentimento.

Porém, cada um de nós tem a opção de escolher os caminhos e as maneiras de realizar esse aprendizado.

Escolhemos a estrada, a velocidade dos passos, aqueles que irão nos acompanhar.

E, para Deus, não importa como, por onde e com quem caminhamos.

Ele entende que todas as opções que fazemos, mesmo as mais equivocadas, ainda assim são lições preciosas para nossa alma.

Esse o motivo pelo qual nos permite livres escolhas na vida.

Naturalmente, por ser bom e justo, estabelece que arquemos com as consequências de nossas opções.

Opções difíceis, resultados problemáticos. Dores semeadas, dores colhidas.

Isso ocorre não por castigo, não por punição, mas para aprendizado.

Todas as dores que hoje encontramos em nossa estrada, são o resultado de ações anteriores.

São reflexos dos momentos em que agimos abrindo mão do amor.

E como optamos pelo não-amor, a vida nos oferece a dor como ferramenta de educação moral para alcançarmos o progresso.

Isso equivale a dizer que toda vez que o amor não for nossa opção, a dor nos chega.

Como mestra silenciosa, convida-nos à reflexão íntima, à análise profunda de nossa alma.

Carregamos crenças e valores, por vezes, dissonantes com a lei de amor.

Somos avaros, ciumentos, possessivos, até orgulhosos e vaidosos. Todos sentimentos que dificultam nosso progresso.

Se insistimos em sua manutenção, os planos da vida estabelecem caminhos de dor.

E, como terapia extrema de tratamento, ela vai nos conduzir à reflexão e análise, para que, amadurecidos, possamos modificar nossa postura.

Só assim podemos entender o valor do sofrimento. É útil sofrer quando a dor passa a ser entendida como grande mestra.

Se a dor desperta em nós a revolta, a amargura, a lição não foi bem compreendida.

É apenas convite amoroso de aprendizado.

E se nos chega violenta e avassaladora, é porque assim a semeamos, abrindo mão de amar.

Depois de um processo intenso de doença, muitos de nós nos tornamos mais dóceis.

Depois que a morte nos arranca dos braços um grande amor, tantos nos modificamos para melhor.

Na iminência da morte, muitos retificamos nossa atitude perante a vida.

Somos, então, aqueles que bem sofreram, que tornaram a dor nossa oportunidade de progresso.

Portanto, quando o sofrimento nos chegar, que o entendamos como convite bendito, que Deus envia aos Seus eleitos.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 22.4.2015.

 

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