Momento Espírita
Curitiba, 21 de Setembro de 2020
busca   
no título  |  no texto   
ícone O maior mandamento

Qual o maior mandamento da Lei de Deus?

A pergunta era provocativa. O doutor da lei buscava desafiar Jesus.

O que poderia saber a respeito das escrituras aquele homem simples, de origem humilde?

Ele viera das bandas de Nazaré, a mais insignificante de todas as cidades. Poderia vir algo de bom daquela localidade?

Jesus, profundo conhecedor da alma humana, das Leis de Deus, das leis morais que regem nossas relações, percebeu a intenção do doutor da lei e respondeu incisivo:

Amarás o senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda tua alma, e de todo teu entendimento.

E, com uma pausa breve e significativa, complementou a lição: E amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Tão significativos são estes ensinamentos, que Jesus concluiu a resposta, afirmando:

Estes dois mandamentos contêm toda a lei e todos os profetas.

Assim, Jesus nos diz que as Leis de Deus podem ser resumidas em um tríplice aspecto de um mesmo sentimento: amor a Deus, amor ao próximo, amor a si mesmo.

Tudo o mais, todas as escrituras, os filósofos, os profetas, trazem complementos, análises, reflexões em torno deste grande desafio: amar.

É o contexto de nossa existência: estamos aqui para aprendermos a amar.

Algumas vezes, imaginamos ser o amor algo distante.

E não raro nos perguntamos: Como é amar a Deus?

Será que para isso basta louvar-Lhe a existência? Orar, estar em comunicação com Ele será suficiente?

Como se pode expressar esse amor: com frases de efeito, com cânticos, poesias?

É verdade que estes são alguns aspectos de amar a Deus. Mas também podemos entender que amá-lO é amar a Sua obra.

Respeitar a natureza, os seres dos reinos animal e vegetal, todas as criaturas de Deus.

Termos cuidados com as águas e suas nascentes, com o lixo que geramos, com a poluição que fomentamos, também é amar a Deus.

Quanto às pessoas, será possível amar a quem nos causa desconforto emocional? Como amar a quem temos desprezo, raiva, desejo de vingança?

Amar o próximo é oferecer uma melhoria, no nível de sentimentos que temos por ele. É minimizar o ódio para gradativamente ir substituindo-o pelo sentimento de amor.

Amar a quem desprezamos, é observá-lo melhor, constatar seus valores para tê-lo em consideração.

São pequenos esforços, que constituem exercícios de tolerância, de indulgência, de benevolência, de perdão.

E por terceiro, nos perguntamos: o que é amar-se?

Se Jesus nos recomenda amar ao próximo como a si mesmo, é necessário que nos amemos, para poder expressar esse sentimento ao outro.

Nessa lição, Jesus nos orienta a termos por nós o amor compreensão, o amor aceitação, o amor entendimento, o amor perdão.

Não se referia Ele a esse amor egoísta, narcisista, egocêntrico.

Conclamava-nos a nos aceitarmos com todas as nossas limitações e nos alegrarmos com nossas conquistas.

*   *   *

Exercitando essa tríplice possibilidade do amor, estaremos aprendendo a mais profunda lição que Deus espera de cada um de nós.

Estaremos cumprindo o maior dos mandamentos.

Redação do Momento Espírita.
Em 27.5.2015.

 

Escute o áudio deste texto

© Copyright - Momento Espírita - 2020 - Todos os direitos reservados - No ar desde 28/03/1998