Momento Espírita
Curitiba, 11 de Agosto de 2020
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Segundo os dicionários, livre-arbítrio é a possibilidade de decidir, de escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento.

E é dessa forma que a Divindade nos permite conduzir nossa existência.

Isso quer dizer que dependemos apenas do próprio juízo, da análise pessoal, do confrontar com a própria consciência para tomar as decisões em nossa vida.

A Providência Divina, de maneira educativa, nos propicia a oportunidade das escolhas.

E, por uma questão de justiça, nos oferece, a título de aprendizado, as consequências plenas de nossas ações.

É assim que o juiz responderá pelo que fizer nos tribunais que presidir, pelas sentenças que proferir.

O executivo prestará contas da administração das fortunas que estiveram sob sua responsabilidade.

O gestor público enfrentará as consequências proporcionais à qualidade de suas ações.

O professor se responsabilizará pelo bom ou mau uso que fez nas lides de sua profissão.

O funcionário será considerado pela qualidade do seu agir e de sua conduta.

Somos livres para tomar nossas decisões. Deliberamos conforme desejamos.

Porém, nos acorrentamos a elas, e delas somos vítimas ou beneficiários, uma vez que as executamos.

Sempre agiremos da maneira que acreditamos mais adequada ou conveniente. Porém, teremos que prestar contas de tudo que fizermos.

Ninguém engana a Justiça Divina que tudo vê, dos insignificantes aos mais expressivos atos.

As atitudes errôneas, mesmo aquelas ocultas aos homens, aquelas que acreditamos ter conseguido burlar a justiça humana, não passam despercebidas pela Justiça Divina.

Portanto, agir positivamente, de maneira ética, é questão de sabedoria. Todo o bem que executarmos, mesmo que silenciosa e anonimamente, será computado em nossa contabilidade pessoal.

Por isso mesmo, as dificuldades que nos surjam, mesmo quando a consciência nos afirma que não agimos de forma equivocada; quando os sucessivos tropeços e dores se apresentem, guardemos a certeza de que são apenas os débitos de outrora, que estão nos chegando.

E nos chegam, agora, porque a Divindade entende que detemos as condições de quitá-los.

É graças a este mecanismo que os desígnios de Deus, sem exceção alguma, são sempre justos e corretos.

Normalmente, nossa memória não alcança a causa dos sofrimentos.

Por bondade e a favor de nosso equilíbrio, o Pai Celeste nos oferece o esquecimento do passado delituoso, para que melhor enfrentemos as suas consequências.

O entendimento da Justiça Divina, a fé que se constrói lúcida, pautada na razão, nos darão alento para seguirmos nossa jornada.

Somos herdeiros de nossos atos. Nada do que nos suceda se deve a castigo divino, vingança celestial, ou esquecimento do Pai amoroso e bom.

Nossas desventuras são as consequências da inobservância da lei de amor.

E são o convite à reflexão e ao aprendizado, para que o amor, efetivamente, se instaure em nossa intimidade.

Sob esse prisma, entenderemos a dor como bênção, buriladora das nossas vidas. Ela nos haverá de conduzir a patamares superiores de evolução.

Redação do Momento Espírita.
Em 13.6.2015.

 

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