Momento Espírita
Curitiba, 12 de Agosto de 2020
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ícone Somos todos iguais

As mulheres têm alma? Esta foi uma questão que, em certa época, chegou a ser posta em deliberação, em um Concílio da Igreja dominante.

Durante milênios e, ainda hoje, em alguns países, as mulheres sofrem preconceito e não têm direitos assegurados. A sua posição é de total submissão e dependência do homem.

Contudo, ao longo do tempo, elas demonstraram e venceram barreiras pela inteligência e criatividade.

Algumas pioneiras tiveram que usar pseudônimos masculinos, para se fazerem visíveis à sociedade.

Um exemplo marcante foi Amandine Dupin, que se tornou famosa como George Sand.

Nasceu em julho de 1804 e, ainda criança, ficou aos cuidados da avó.

Durante sua infância, passava os dias brincando e estudando, com um preceptor, junto a um meio irmão.

Preocupada com sua educação, a avó a matriculou no Couvent des Anglaises, em Paris.

A menina apreciou a vida silenciosa e introspectiva e até desejou ser freira. Ali também passou a se interessar por música e teatro.

Decidiu criar pequenas peças de teatro e montar um grupo de meninas para representá-las.

Foi um sucesso.

Aos dezoito anos, se casou e teve dois filhos. Assombrou a sociedade da época, ao se divorciar, depois de pouco mais de duas décadas de matrimônio, devido a infidelidade e alcoolismo do marido.

Ela começou a escrever para o jornal Le Figaro. Contudo, para ser aceita no meio literário, tomou o pseudônimo masculino de George Sand.

Sua produção foi extensa e alguns dos seus romances se transformaram em filmes e séries de TV.

Foi considerada a maior escritora francesa e a primeira mulher a viver de direitos dos seus escritos.

Amiga de Vitor Hugo, por ocasião de sua morte, escreveu ele: Choro uma morta e saúdo uma imortal.

*   *   *

Deus outorgou tanto ao homem como à mulher a inteligência do bem e do mal, bem como a faculdade de progredir.

Essa pretensa inferioridade da mulher, considerada ainda hoje em determinados países, provém do predomínio injusto e cruel que sobre ela assumiu o homem.

O progresso das luzes resgatou a mulher, que se afirmou pela inteligência, afrouxando os laços da tutela.

A natureza fez o sexo feminino mais frágil porque a delicadeza das formas é apropriada às funções da maternidade.

Em espírito somos todos iguais, pois não existem duas espécies de alma.

O Espiritismo abriu a era da emancipação legal da mulher, como abre a da igualdade e da fraternidade.

*   *   *

Todos somos Espíritos, fadados ao progresso incessante que conquistamos vida após vida, na Terra.

À medida que evoluímos em saber e moral, derrubamos os tabus e os mistérios que nos impediam de ver a luz.

Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Redação do Momento Espírita, com base nos itens 817 e seguintes,
de
O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB e no artigo
As mulheres têm alma, da Revista Espírita, de Allan Kardec,
 de janeiro de 1866.
Em 13.2.2016.

 

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