Momento Espírita
Curitiba, 09 de Abril de 2020
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Em vários países a eutanásia, ou morte suave, como é conhecida, é legal. Vez ou outra, as manchetes anunciam que a família de um doente, considerado irrecuperável, conseguiu a administração da eutanásia.

Em outro momento, a televisão informa que Doutor Fulano realizou outra de suas façanhas, administrando a morte a um de seus pacientes.

Muitas são as vozes que se erguem, defendendo a eutanásia. Afinal, esperar o quê, se o doente não tem cura?

No entanto, para aqueles que prezam a vida, aguardar pode trazer excelente recompensa.

O caso da família White Bull é dos mais interessantes. Cindy, uma das filhas, recorda que tinha apenas dez anos quando tudo aconteceu.

Ela era muito afeiçoada à sua mãe. Vivia grudada nela, confessa, como chiclete no sapato.

O pai era operador de computador e a mãe, Patrícia, fazia bijuterias em casa. Era detentora de uma beleza natural, de cabelos negros brilhantes e um sorriso luminoso.

Para todo lugar que fosse, ela levava os três filhos, de dez, três e um ano.

Patrícia se preparava para ter o quarto filho. Numa manhã de junho, ela se despediu das crianças com um até amanhã, e foi para o hospital.

O amanhã foi negado. Patrícia deu à luz um filho sadio, Mark Jr. Porém, ela teve uma parada cardíaca e os médicos não conseguiram reanimá-la antes que houvesse danos no cérebro.

Aos vinte e sete anos, ela entrou em coma. Os médicos disseram que não havia esperança. Mesmo assim, o marido esperou três anos. Em desespero, se divorciou e encaminhou os filhos para parentes que os pudessem criar.

Durante quinze anos Patrícia permaneceu viva, mas sem viver. Ao se aproximar o Natal de 1999, um vírus causador de gripes e resfriados se propagava pelo centro de reabilitação.

O médico encarregado receitou um remédio contra a gripe que, por vezes, é usado para estimular pacientes com mal de Parkinson ou lesões cerebrais.

Alguns dias depois, uma assistente arrumava os lençóis da cama de uma senhora, quando a paciente se ergueu e exclamou: Não faça isso!

Patrícia estava de volta ao mundo. Os filhos, chamados pela avó, correram para o leito da mãe, que estendeu os braços para abraçar, um a um, reconhecendo-os e chamando-os pelo nome.

Entretanto, o reencontro mais emocionante foi, com certeza, a de Mark Jr. com a mãe que ele não conhecia. Era a primeira vez que ouvia a voz dela.

Ela, a primeira vez que tocava o filho que havia gerado.

Os médicos acreditam que a medicação tenha sido a responsável pelo despertar de Patrícia.

Para os filhos, o que verdadeiramente importa é que ela está de volta. Esta é sua maior recompensa pela longa espera.

*   *   *

O prolongamento da vida é meta da ciência.

A eutanásia, em verdade, não é a morte sem sofrimento, mas sim a demonstração da indiferença e do desprezo pelo ser humano.

Mesmo nos países onde é legal, jamais será moral. Isso porque a criatura humana, não tendo o poder de criar a vida, também não tem o direito de a interromper ou destruir.

Redação do Momento Espírita, com base no texto O despertar,
 de Pauline Arrillaga, da Revista Seleções Reader’s Digest, de
dezembro/2003 e no cap. 20, do livro
Sob a proteção de Deus,
 por Espíritos diversos, psicografia de Divaldo Pereira
Franco, ed. LEAL.
Em 15.3.2016.

 

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