Momento Espírita
Curitiba, 19 de Outubro de 2018
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ícone Dever dos religiosos

O ano de 2016 foi anunciado, pelo Papa Francisco, como o ano da misericórdia. Com tanto terrorismo, guerras e rumores de guerras, misericórdia é verdadeiramente algo a ser trabalhado em todas as almas.

Neste panorama de dores e tragédias, que o mundo assiste, estarrecido, todos os dias, os que se afirmam religiosos são os primeiros a serem convocados a esse exercício.

Exatamente em função da exortação de Jesus, anotada pelo Evangelista Lucas: Àquele a quem muito se deu, muito será pedido, e a quem muito se houver confiado, mais será reclamado.

A maioria dos habitantes do planeta declara-se crente. Isso deveria ser motivo para o diálogo entre as religiões. Não devemos deixar de orar por isso e colaborar com quem pensa de modo diferente.

Se fizermos uma análise das religiões espiritualistas, veremos que todas têm pontos convergentes. Todas lecionam a crença em um Ser Superior e na Imortalidade da alma.

Não importando como seja denominado esse Ser Superior ou como se pretenda lhe prestar culto ou adoração, nessa variedade de religiões, só há uma certeza: somos todos filhos de Deus.

Se somos todos irmãos é de nos indagarmos por que resolvemos nos digladiar tanto em nome justamente do que deveria nos unir.

Se todos cremos nesse Pai Criador, de quem dependemos como o fruto da árvore, é tempo de nos unirmos. É tempo de valorizarmos mais os pontos convergentes e trabalhar pela instalação do bem na Terra.

É tempo de nos darmos as mãos, tomarmos do arado e nos lançarmos ao trabalho na Seara do Senhor, que prossegue tendo poucos dedicados e nobres trabalhadores.

E como as religiões enfatizam o amor, de importância se faz que o diálogo sincero entre homens e mulheres de diferentes religiões produza frutos de paz e de justiça.

O mundo espera a nossa ação decidida e eficaz.

Se não podemos calar a boca dos canhões, podemos nos eximir de disseminar calúnias e divergências na comunidade em que nos encontramos.

Se não temos o poder de receber os exilados de tantas fronteiras, que exerçamos a nossa capacidade de bem recepcionar quem de nós se aproxime. Que ele sinta o calor de uma mão amiga, a alegria de um sorriso.

Se não detemos o poder de estancar a onda de corrupção que se instala em repartições que deveriam ser o exemplo da hombridade, sejamos os que demonstremos honestidade, onde estejamos atuando.

Que a calúnia que nos chegue aos ouvidos, não receba acolhida; que o grito de cólera não encontre ressonância em nós.

Demonstremos que somos os seguidores do bem, que nosso lema é o amor, que nossa crença é verdadeira, não mero adjetivo para abrilhantar nosso ego.

Afinal, quem ama, somente deseja e faz o bem ao próximo. Quem ama, deseja que o mundo seja um lugar melhor;

Que as crianças possam brincar nas praças sem medo; que os namorados possam fazer seus passeios pelos jardins; que as mães possam levar seus bebês a tomar sol, sem susto; que os pais de família possam sair de casa sem bombas a alcançá-los; que todos possamos, enfim, viver em paz.

 

Redação do Momento Espírita, com citação do versículo 48, do capítulo 12,
 do Evangelho de Lucas e citações do Papa Francisco, colhidos
no https://www.youtube.com/watch?v=kHsfzPv7gMU&feature=youtu.
Em 1.4.2016.

 

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