Momento Espírita
Curitiba, 23 de Setembro de 2020
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ícone Como convencer as pessoas

Todos temos e fazemos opções que nos guiam em nossa trajetória terrena.

Escolhemos nossa tendência política, valores com que conduzimos nossa vida, a maneira como vivenciamos nossa religiosidade.

Essas escolhas são frutos de nossas vivências, aprendizado, reflexões.

É natural que elas se tornem algo tão importante para nós, que as defendamos e as confrontemos ante outras ideias e conceitos.

Com certeza, já nos deparamos com pessoas que, imbuídas de suas convicções, insistem em delas nos convencer.

Com seus argumentos, abraçados em suas ideologias, passam a travar verdadeiras batalhas de palavras, promovendo quedas de braço intelectuais, na tentativa de convencimento.

De igual forma, defendemos apaixonadamente a religião a que nos vinculamos.

Desdobramo-nos para mostrar quão melhor se apresenta a nossa opção político-ideológica.

Nisso tudo, esquecemos que nossos argumentos talvez não sejam a melhor maneira de convencer a quem quer que seja.

Argumentos e conceitos exigem esforço intelectual, reflexão, análise.

Contudo, a vivência daquilo que cremos e defendemos, é uma mensagem muito mais forte e arrebatadora.

Sair dos conceitos teóricos e trazê-los para nossos parâmetros de conduta, nos exige muito mais do que bons argumentos.

Viver nossos ideais é desafiador.

Diariamente temos que confrontá-los com nosso mundo íntimo e com os convites e caminhos que a vida nos oferece, muitos deles divergentes das convicções que abraçamos.

Porém, aquele que logra viver, ou mesmo esforça-se por vivenciar nobres ideais, propostas elevadas, traz em suas atitudes argumentos silenciosos, no entanto, muito expressivos.

Ideal seria, pois, que buscássemos tornar nossas atitudes coerentes ao que defendemos e apresentamos, desejando convencer os outros.

O discurso da honestidade, saindo da boca do corrupto, não ganha nenhum significado.

Argumentos em prol da paz, vindos do tirano doméstico, são vazios e sem valor.

O egoísta jamais convencerá alguém a respeito da solidariedade e do amor ao próximo.

Serão sempre nossas ações que demonstrarão a grandeza dos conceitos.

Gandhi não convenceria ninguém sobre o poder de atitudes pacifistas, se ele não tivesse vivido tal ideal.

A proposta de Francisco de Assis, de amor às coisas de Deus, não teria nenhum significado se ele não fizesse de toda a sua vida um cântico amoroso.

E Jesus não teria dividido a História em antes e depois de Sua vinda, se o Seu viver não fosse todo ele de amor ao próximo e a Deus acima de todas as coisas, como Ele mesmo asseverou ser o maior mandamento.

Dessa forma, busquemos viver o ideal que abraçamos.

Antes do esforço de convencermos com argumentos, exemplifiquemos com ações.

Tornemo-nos mensagens vivas, referência para aqueles que caminham no mundo carentes de valores nobres e ideais de plenitude.

Redação do Momento Espírita.
Em 19.5.2016.

 

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