Momento Espírita
Curitiba, 14 de Julho de 2020
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ícone Amor que emociona

A mídia exibiu, certa feita, cenas poucas vezes presenciadas: encontros emocionados, em um aeroporto.

Eram pessoas tão diferentes, que chamavam a atenção.

Crianças chegavam do Congo, para encontrarem os pais adotivos, que as esperavam.

Abraços e beijos efusivos davam a impressão de já se conhecerem há muito tempo.

Eram emoções sinceras que mais pareciam reencontros depois de muito tempo.

Interessante observar determinadas situações como essas, inusitadas.

Começamos a elaborar interrogações em nossa mente.

Que sentimento de amor tão forte poderia estar oportunizando aquelas cenas?

Que explosão de amor tão contagiante era aquela?

Crianças chorando emocionadas, ao serem abraçadas fortemente por aqueles casais que também choravam.

Casais que se abraçavam aos pequenos como se estivessem agarrando tábuas em alto e revolto mar, buscando salvação.

Os olhares surpresos, dos que apenas observavam, contagiados, se enchiam de lágrimas, que nem sempre rolavam.

E o que mais se destacava é que as crianças que recebiam aquele carinho tão especial de acolhimento, não eram bebês ou pequeninas.

Eram crianças maiores, de uma etnia diferente, de um país distinto. Para elas era aquela imensa onda de amor e de aceitação real.

*   *   *

Assistimos a uma quebra de tabu, como tantas outras que têm ocorrido, a pouco e pouco, revelando-se aqui e ali.

Quase sempre, quem adota opta por bebês. Entretanto, tantos, independente de idade, têm sede de lar e de amor.

Registrando essa efusão espontânea, nos sentimos motivados a reflexionar a respeito do quanto o destino de uma vida pode estar em nossas mãos.

Uma decisão, um ato que pode ajudá-la a se tornar uma pessoa nobre, enriquecendo o mundo.

Adotar é movimentar o amor na direção do próximo, sabendo que aquele ser precisa de nós, do nosso concurso, do nosso carinho para ajudá-lo a se tornar uma pessoa de bem.

Quando decidimos gerar um filho, idealizamos, formulamos planos.

Nada muito diferente quando nos dispomos a adotar.

É preciso gerar, em nosso interior, a vontade de ter o filho.

Necessário amor e dedicação para conceber o ato.

Abolir preconceitos e abraçar o novo ser, que passa a fazer parte da família, para sempre.

A adaptação deve ser favorecida para que o novo membro nasça para todos, e que seja bem-vindo aos corações familiares.

Quando assistimos à cena na mídia, refletimos que o amor que nos leva a decidir pela adoção, seja em que idade for, tem uma percepção especial: a percepção que aclara o nosso querer, para salientar a necessidade do novo filho; a certeza de que aquela criança precisa de nós e do nosso amor.

Precisa da nossa imensa capacidade de recebê-la e tê-la conosco para toda a vida.

Portanto, seja nossa família composta por laços sanguíneos ou laços espirituais, o que conta são as afinidades que nos unem.

E, em tudo isso, tenhamos certeza: as almas que chegam aos nossos lares, mesmo tendo corpos gerados por outros, não chegam por acaso.

O amor é quem dita os encontros e os reencontros. E o amor é de essência divina. Essência de que estamos impregnados para tornar este imenso mundo de Deus cada vez melhor.

Redação do Momento Espírita
Em 18.6.2016.

 

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