Momento Espírita
Curitiba, 02 de Abril de 2020
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ícone Nosso próximo

Jesus nos ensinou que devemos amar ao nosso próximo como a nós mesmos.

Quando lhe perguntaram quem seria o próximo, ele respondeu narrando a parábola do samaritano.

Os samaritanos, apesar da mesma origem dos judeus, eram por eles discriminados.

E foi justamente um samaritano que Jesus usou como exemplo de quem ajuda sem se importar com a nacionalidade ou raça daquele que necessita.

Hoje, dois mil anos passados, quem podemos considerar nosso próximo?

A família, os parentes e amigos, dirão alguns.

Sim, de fato são nosso próximo mais próximo.

Mas, há pessoas com as quais nos relacionamos no trabalho, patrões, chefes, colaboradores, subalternos.

Certamente são nosso próximo. Contudo, há mais, muito mais.

Seriam, talvez, todos aqueles que, de alguma forma, cruzam nosso caminho?

Naturalmente, entretanto, ainda há mais criaturas que devemos amar, entendendo que amar ao próximo como a nós mesmos é ir além de todos os limites que conhecemos.

Ir além do amor à família, ao grupo social e à nação. É amar toda a Humanidade.

E o que podemos entender por Humanidade? As pessoas que habitam o planeta Terra?

É necessário considerar que toda Humanidade não se encontra na Terra, mas apenas uma pequena fração dela. Porque a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão, que povoam os inumeráveis mundos do Universo.

Quando pensamos na grandiosidade do Universo percebemos nossa pequenez e nossa incapacidade de conhecer a totalidade do próximo ao qual devemos amar.

Mal damos conta de amar aquele familiar difícil, ou aquele afeto que nos traiu, o amigo que nos abandonou. Que dizer, então, de amar bilhões de pessoas no nosso planeta e outros tantos centilhões na galáxia?

Seria de enlouquecer se tentássemos quantificar isso.

No entanto, os números não são o mais importante. Antes de tentar identificar ou contar quantos devemos amar, é necessário ampliar nossa capacidade de amar até o ponto de conseguir devotar amor a qualquer ser, verdadeiramente, em qualquer tempo e espaço.

Devemos nos lembrar que nosso próximo também é aquele que pratica atos com os quais não concordamos, aquele que caiu nas tentações, nos vícios; aquele que se corrompeu, que cometeu crimes terríveis.

Amar esses irmãos é não aumentar a carga de ódio que eles já recebem. É enviar-lhes vibrações de compaixão para que caiam em si e deixem de se equivocar.

Amar aqueles que nos fazem o bem é fácil. No entanto, é necessário aprender a amar os nossos inimigos. Pode parecer impossível, mas não é.

Podemos começar meditando sobre as razões que despertaram nossa raiva por eles e, conscientes do nosso ressentimento, gradativamente irmos evitando lhes enviar más vibrações.

Na sequência, ao nos lembrarmos deles, poderemos lhes desejar o bem, pedindo sinceramente ao Pai Celeste que os ilumine, que os ajude a superar as suas próprias dificuldades.

Com o tempo e a prática diária, não mais consideraremos inimigos aqueles que nos ofenderam e orar por eles deixará de ser algo forçado.

Nossas vibrações estarão mais harmonizadas e as mágoas terão diminuído ou desaparecido.

Perceberemos, por fim, com alegria, que somos, sim, capazes de amar nosso próximo, seja ele quem for e esteja onde estiver.

Redação do Momento Espírita, com citação  do item 6, do
 cap. III, de
O Evangelho  segundo o Espiritismo, de
 Allan Kardec,  ed. FEB.
Em 2.9.2016.

 

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