Momento Espírita
Curitiba, 23 de Setembro de 2020
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ícone Medos infundados

Declinava o dia e as sombras da noite se avizinhavam. Na casa, as luzes foram acesas.

Retornando das atividades profissionais, a mãe, envolvida em preparar o jantar, atender a pequena que chegara da escola, ia de um lado a outro, a fim de que tudo ficasse pronto, no tempo devido.

A garota de cinco anos foi até a cozinha. Afinal, depois de ficar distante da mãe tantas horas, desejava estar com ela.

Sentou-se à mesa e ficou observando. Então, de repente, exclamou:

Nossa, mãe, eu vi um vulto preto enorme atrás de você.

A senhora se assustou: Vulto preto, enorme, atrás de mim? Meu Deus, o que será que minha filha está vendo?

Pela sua memória, repassou os últimos minutos de relance.

Teria se alterado? Por que estaria atraindo para o seu lar algo ruim?

Um Espírito mau a estaria acompanhando? Sua casa estaria à mercê de Espíritos de qualidade inferior?

Tentou acalmar os próprios pensamentos e, numa tentativa de tranquilizar a filha, a fim de que não se apavorasse, indagou: Como era esse vulto grande, filha?

Ah, ele era preto, grandão, e ficava se mexendo atrás de você.

Então, a mãe olhou para a parede e viu a sua sombra projetada. Era escura e proporcionalmente maior do que sua própria estatura.

Sossegou a alma e explicou: Filhinha, é a sombra da mamãe.

Está vendo? Eu levanto o braço, a sombra levanta. Eu ando, a sombra me acompanha.

E fez diversas brincadeiras, que levaram ambas a rir de forma descontraída.

*   *   *

Em nosso cotidiano, muitas vezes, fatos nos ocorrem, que nos atemorizam. Alguém nos faz uma observação e, de nossa parte, deduzimos questões nem sempre positivas.

A simples observação de uma criança pode desencadear desassossego e nos levar a ponderações inconsequentes.

Por isso, sempre importante que mantenhamos a mente alerta e, antes de pensar tolices, verificar o que é real, dentro da informação que nos chega.

Alguns de nós, por vezes, nos deixamos envolver por medos tolos e sem razão alguma.

Ante algo que nos pareça mau, tenhamos a certeza de que, se nos encontramos no caminho do dever, buscando realizar o melhor, somente teremos conosco os Espíritos do bem.

Deus, que é Pai de amor e bondade, vela por nós, tem Seus olhos atentos sobre todos Seus filhos.

Temos nosso anjo de guarda, especialmente designado por Deus, para cuidar de nós.

Temos ainda os Espíritos do bem, que nos secundam as atividades que desenvolvemos em prol do progresso dos nossos amores e do nosso próximo.

Também os Espíritos simpáticos às tarefas em que nos envolvemos, na profissão, nas artes, no estudo.

Isso quer dizer que é bem maior o número de Espíritos bons que têm os olhos postos em nós do que, eventualmente, um ou outro de qualidade inferior.

Rodeados por uma nuvem de testemunhas, conforme dizia o Apóstolo Paulo de Tarso, guardemos a certeza de que se pensamos o bem, se realizamos o bom, somente teremos boas companhias.

Nós, nossos afetos, nosso lar.

Pensemos nisso e não nos deixemos afetar por medos infundados. Deus está conosco.

Redação do Momento Espírita.
Em 25.10.2016.

 

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