Momento Espírita
Curitiba, 14 de Agosto de 2020
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ícone Faces da caridade

Corria o ano de 1973. A inglesa Sue Westhead tinha vinte e cinco anos quando foi diagnosticada com insuficiência renal.

A única maneira de sobreviver era receber um transplante de rim.

Sua mãe, que contava à época cinquenta e sete anos, não hesitou em oferecer o seu rim à filha. A operação ocorreu no Hospital Royal Victoria, em Newcastle, Inglaterra.

Imediatamente, recuperei um aspecto saudável e a cor de pele rosada, recorda a britânica Sue.

Todavia, as perspectivas médicas eram pouco otimistas. As técnicas de transplante ainda não eram tão sofisticadas quanto hoje e aquele era um rim de mais de meio século.

Entretanto, Sue desafiou todas as previsões médicas sobre a duração do órgão e acerca da vida que teria após o transplante.

Atualmente, com sessenta e oito anos, Sue vive no condado de Durham, no norte da Inglaterra.

Embora há muitos anos tome medicação que evita rejeição ao órgão transplantado, tem uma excelente saúde.

O rim que sua mãe lhe cedeu conta mais de cem anos

A britânica afirma crer que a sua longevidade pode ser atribuída, além da excelente saúde de sua mãe, ao amor através do qual, prontamente, ela lhe ofertou o órgão saudável.

Lembro que, naquela época, pensei: Se eu viver por mais cinco anos, serei feliz. Isso foi há quarenta e três anos e o meu rim completará cento e um anos, em novembro de 2016. Estou viva graças à minha mãe, que me deu a vida por duas vezes,comemora Sue.

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Em nosso meio, somos muitos os que doamos alimentos, ajudamos entidades assistenciais, ocupamo-nos com trabalhos voluntários.

É certo que esses são gestos de caridade, que é o amor em ação.

Todavia, trata-se apenas de algumas das faces da caridade.

Antes de colocarmos nossas mãos a serviço dos que caminham conosco, alimentando-os, vestindo-os, coloquemos o nosso Espírito com disposição ao perdão, à luta por vencermos nossas más tendências, à conquista da fé.

Dessa forma, iluminamos os gestos de caridade material que devem acontecer como consequência da caridade moral que praticamos para nós mesmos e para o próximo.

Caridade é doação, desprendimento. Quando nos doamos, de forma integral, a nossa ação é de caridade.

Quando pensamos antes no outro do que em nós mesmos, isso é o verdadeiro amor em ação. É a face radiosa da caridade.

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Nobre é providenciar o pão aos esfomeados. Contudo, precisamos verificar se esses mesmos não sentem fome de perdão, de humildade, de busca pela verdade.

Portanto, ofertemos o pão e o agasalho. Também nosso tempo, o auxílio, com nosso próprio coração.

Assim, de um prato de comida até o órgão que, porventura, destinarmos àquele que dele necessita, estaremos vivendo no amor, para o amor e distribuindo amor aos que nos cercam.

Esse amor doação é a expressão mais pura da caridade. É ela que nos faz ser luz do mundo e sal da terra, conforme prescreveu o Sábio Jesus.

Pensemos nisso. Façamos isso.

Redação do Momento Espírita, com base em
dados biográficos de Sue Westhead.
Em 28.10.2016.

 

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