Momento Espírita
Curitiba, 26 de Setembro de 2020
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ícone Vencendo montanhas

Desde o início do século XX, alpinistas do mundo todo sonham em vencer o monte Everest, considerada a montanha mais alta do planeta.

Muitos subiram, mas nem todos conseguiram retornar à base.

Mas... de onde vem esse desejo de vencer montanhas?

A escalada se tornou uma prática humana desde a Antiguidade.

Alguns povos acreditavam que as montanhas fossem a morada de deuses e seres mágicos. Se conseguissem chegar no topo, se encontrariam com eles e poderiam se tornar imortais.

Subir uma montanha significava vencer o invencível, desafiar os deuses.

Contos antigos narram a trajetória de heróis que precisaram vencer montanhas e enfrentar os perigos que elas ocultavam. Ao final da jornada, estavam amadurecidos e transformados.

Quando o Mestre Jesus disse aos Seus discípulos que a fé poderia mover montanhas, não se referia a transgredir as leis da física, mas à possibilidade de vencer aquilo que supomos ser invencível, a começar pelas nossas fraquezas e nossos defeitos.

Diante de um vício que nos domina e perante o qual nos sentimos pequenos e fracos, podemos nos identificar com a imagem de um menino diante de uma montanha de mais de oito mil e oitocentos metros de altura, como o monte Everest.

O que pode alguém tão pequeno contra um monte?

Alguns julgavam ser impossível chegar ao topo e voltar com vida, enquanto outros acreditaram, com todas as suas forças, que seria possível.

Criaram ferramentas e equipamentos para possibilitar uma subida com mais firmeza e segurança.

Ao longo de séculos, lutaram para vencer as montanhas mais altas. Muitos pereceram, muitos desistiram, mas muitos insistiram.

Esses, finalmente, conseguiram chegar ao topo do mundo, mostrando que a escalada é possível, apesar de difícil.

*   *   *

Em nossa jornada terrena, dia após dia enfrentamos uma escalada evolutiva. Temos de vencer nossos defeitos, principalmente o egoísmo e o orgulho.

Temos de vencer nossos vícios e, para isso dispomos de uma ferramenta poderosa, talvez a mais poderosa de todas: a fé.

A fé é o sentimento inato, no homem, da sua destinação. É a consciência das prodigiosas faculdades que traz em germe no íntimo, a princípio em estado latente, mas que deve fazer germinar e crescer, através da sua vontade ativa.

Por meio da fé em Deus, em seu amor, em sua justiça e no cultivo das potencialidades de que Ele nos dotou, podemos vencer as montanhas de dificuldades que estão entre nós e a felicidade plena.

Vencer uma montanha não é simplesmente fazê-la sair de nossa frente. É saber como lidar, como superar os desafios que ela apresenta.

Não ter medo de subir. Não temer o que teremos de deixar para trás para alcançar o Alto.

Dedicarmo-nos, diariamente, ao esforço de vencer o que nos atrasa a vida e nos faz infelizes, é uma jornada de autotransformação, da mesma forma que uma escalada exige esforço e dedicação do montanhista.

Diante de um obstáculo a ser transposto, tenhamos a certeza de que Deus está conosco. Se nos unirmos, verdadeiramente, em coração e pensamento a Ele, conseguiremos superar tudo o que mais nos retém.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no item 12, cap. 19, do livro
O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB
e no
textoBreve História do Alpinismo, de Waldemar Niclevicz,
em http://www.niclevicz.com.br.
Em 21.2.2017.

 

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