Momento Espírita
Curitiba, 18 de Agosto de 2017
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ícone Vontades imperfeitas

Por que a vontade de Deus não é a nossa vontade? Com certeza muitos de nós já fizemos esta pergunta.

Os acontecimentos se sucedem em nossas vidas e nem sempre gostamos ou com eles concordamos. Desejaríamos que fossem diferentes.

Mas, se aprendemos que tudo acontece sob o comando divino, que Deus tudo vê e a todos ampara, por que tantas vezes nos comportamos dessa forma?

Se já conseguimos entender que Deus é infinitamente bom e justo, perfeito em Suas ações e que tudo que dEle emana tem o cunho da perfeição, tudo visa o nosso bem, por que, então, ainda não concordamos?

Muitos de nós, quando passamos por reveses mais intensos, chegamos até a negá-lO, dizendo desacreditar da Sua existência.

Outros, apelamos para reclamações, maldizendo o que nos acontece, tal a nossa discordância, muitas vezes envolta em cólera e revolta.

Porém, a vontade de Deus é de tal forma ideal, que Jesus, ao orar, ensina-nos a pedir que seja feita a Sua vontade, e não a nossa.

Ainda assim, desatentos do que afirmamos em oração, não raro queremos que seja feita a nossa vontade, e não a do Pai.

E indagamos: Por que Deus permite que o anjo da morte arranque de nosso convívio aqueles que antes embalávamos nos braços?

Que a doença rapidamente mine a saúde do corpo, perfeito e cheio de vigor?

Por que permite que nossa vida sem dificuldades se transforme em escassez, enquanto a carência, como melodia monótona, passe a nos guiar os passos?

Quantos de nós já nos pegamos fazendo esses e outros tantos questionamentos com os olhos voltados ao firmamento.

Embora os conhecimentos já adquiridos, por que tanta dificuldade para entender as coisas de Deus? Qual a razão de ainda não aceitarmos aquilo que a vida nos apresenta e que não conseguimos mudar?

Como a criança que se rebela em ir à escola, desejando permanecer nos folguedos infantis, somos nós a analisar as coisas de Deus.

Nosso olhar ainda é imaturo. Queremos uma vida de facilidades, tranquilidade e despreocupação. Dias sem tribulações, sem reveses, sem dores.

Esquecemos de que são exatamente esses dias de tempestade que nos oferecem as melhores lições.

Não percebemos que as dores transitórias são oportunidades valiosas para a aquisição de valores nobres para o Espírito imortal que somos.

Assim, aprendamos a consolidar nossa fé em Deus e no entendimento de que devemos agir buscando o melhor para nossa alma.

E nos conscientizemos de que haverá momentos em que, alheias à nossa vontade, dores irão surgir, perdas irão acontecer, dificuldades nos chegarão.

Nessas horas, pensemos que a vontade de Deus continua sendo sábia, coerente e justa.

Se ainda não a entendemos, aguardemos. Esperemos o transcorrer dos dias.

Logo mais, quando nosso entendimento de Deus e da vida forem mais profundos, concluiremos que a Providência Divina nunca nos abandonou, e que Deus, sábia e amorosamente, cuida sempre, de cada um de nós.

Redação do Momento Espírita.
Em 15.7.2017.

 

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