Momento Espírita
Curitiba, 20 de Outubro de 2017
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ícone Esses outros seres

Os animais são seres que muito colaboram com o homem. A História registra o valor excepcional dessas criaturas, ombreando com o ser humano, no desbravar das terras, no cultivo das searas, no aconchego das cavernas, nas primeiras cabanas.

Desde alguns anos, cientistas passaram a estudar as relações e interações entre animais e humanos, que existem desde sempre.

Baseados nesses estudos, que pontuaram os benefícios que os animais trazem para o bem-estar e a saúde dos homens, foi criada a zooterapia.

Também conhecida como terapia assistida por animais, é uma técnica de reabilitação e reeducação física, psíquica, social e sensorial, na qual os animais são usados como assistentes.

Essa terapia, tanto pode tratar problemas psicológicos quanto físicos.

O cavalo, por exemplo, por seus movimentos para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita, para a frente e para trás, similares aos padrões do movimento humano, auxilia no desenvolvimento psicossocial de crianças e indivíduos com necessidades educativas especiais.

Entre eles, deficientes físicos ou portadores de atraso mental e autismo.

É no nosso dia a dia, entretanto, que alguns animais revelam suas qualidades mais surpreendentes.

O cão, por exemplo, considerado o melhor amigo do homem, fiel até após a morte do seu dono.

É comum os observarmos, ao lado dos humanos, de tal forma interagindo, que não se sabe bem quem pertence a quem.

E, homens e mulheres que não falariam com estranhos, de forma alguma, no parque, na praça, no pet shop, observando um o cão do outro, rapidamente se aproximam, conversam, trocam impressões.

Elogiam o pelo do animal, indagam a respeito de produtos utilizados, a ração mais adequada, a época das vacinas e por aí afora.

Por sua vez, crianças habitualmente tímidas, de imediato, interagem com o animal que lhes atrai a atenção. Aproximam-se, acariciam, abraçam como se fosse um reencontro.

E, para surpresa dos próprios pais, descrevem, a quem desejar ouvir, em total descontração, o comportamento do seu animalzinho, do que ele gosta ou não gosta.

*   *   *

A Divindade tem múltiplas formas de auxiliar o ser humano.

Criou a lei de sociedade, levando-nos a essa convivência, a fim de nos auxiliarmos mutuamente, para que cresçamos juntos.

Proporciona ainda a presença desses outros seres, que têm a capacidade de acabar com a tristeza embutida, apenas com o seu alegre abanar da cauda, com as lambidas que nos afagam o rosto e as mãos, com o roçar dengoso em nossas pernas e o abraço inesperado num salto ágil em nossos braços.

Quem pode resistir a tanta insistência? Nós, os humanos, quando somos rechaçados, nos ressentimos e nos fechamos.

Mas, o cão, ao qual dizemos para se afastar, para ir para longe, volta logo mais e torna a oferecer a sua alegria, de todas as formas possíveis.

Deveríamos aprender com esse ser irracional. Pensemos nisso e, responsáveis por qualquer animal, lembremos de, além de lhe providenciar o essencial, lhe termos respeito, zelando pelo seu bem-estar.

 Redação do Momento Espírita.
Em 3.10.2017.

 

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