Momento Espírita
Curitiba, 22 de Novembro de 2017
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ícone De quem é a culpa?

As perguntas mais frequentes, no ambiente de trabalho, geralmente são: Quem é o culpado? Quem fez isso? Quem foi?

Por conseguinte, as respostas aparecem: Não fui eu. Não tenho culpa. Não sei de nada. Eu nem estava aqui. E assim por diante.

Basta surgir um problema qualquer, ou alguma coisa dar errado e lá vem a pergunta, seguida da esperada resposta.

Não é raro que os acusadores de plantão estejam alertas para denunciar: Isso é coisa de fulano. Beltrano é quem costuma fazer isso. Não disse que não ia dar certo? Eu sabia que isso iria acontecer.

Assim passam os dias, os meses, os anos... sempre à procura de culpas e de culpados.

No entanto, dizem a razão e o bom senso, que melhor seria encontrar a solução do problema e depois buscar as causas, sempre com intuito de evitar que ocorra novamente.

Uma equipe que agisse dessa maneira, desarmada e comprometida com a tarefa, faria o trabalho fluir de forma harmônica e séria, em vez de emperrar, vez ou outra, para uma busca a pretensos culpados.

Numa equipe que pensa mais em buscar culpados do que encontrar soluções, a criatividade é quase nula, e as pessoas não ousam sair dos limites que lhes foram traçados, para não correr riscos.

O colaborador que trabalha com confiança na sua equipe, certo de que quando errar terá o apoio dos demais para encontrar o caminho certo, será uma pessoa inovadora, criativa, desarmada e sincera.

Por outro lado, num ambiente em que a todo momento correm o risco de serem denunciados, punidos, agredidos com palavras e gestos, as pessoas ficam cada vez mais inseguras, temerosas.

O ambiente se torna falso, irrespirável.

Quando a equipe é madura e seus membros são responsáveis, discutem-se problemas e soluções com tranquilidade, sem melindres, sem acusações de cunho pessoal, com análise sincera do desempenho dos tarefeiros e da tarefa.

O que geralmente ocorre é que as pessoas se acusam, reciprocamente, em vez de avaliar a atividade e envidar esforços para fazer o melhor.

Existem, também, as pessoas imaturas, que levam tudo para o campo pessoal e se melindram quando ouvem críticas ao seu trabalho.

É importante considerar tudo isso e começar a agir com maturidade em prol da atividade, e para o bem de todos.

Trabalhar numa equipe madura e consciente da importância de cada um de seus membros é o grande diferencial para se conseguir o bom desempenho de todos e a excelência do trabalho.

Em vez de acusadores, parceiros.

Em vez de desleixo, descuido e temor, somente colaboração.

*   *   *

O ser humano é naturalmente experimentador, inovador, ousado.

Quando reprimido, torna-se falso, dissimulado, propenso a sabotar o trabalho dos outros.

Quando ouvido, valorizado, considerado, orientado, liberta sua criatividade e produz coisas belas e nobres.

Pense nisso e aja de forma madura com seus pares. Você cresce e os outros também.

Afinal, a vida na Terra é um aprendizado constante. E só cresce quem tem humildade para aprender, discernimento para ensinar e, sobretudo, coragem de renovar atitudes para melhor.

Redação do Momento Espírita.
Em 13.11.2017.

 

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