Momento Espírita
Curitiba, 19 de Abril de 2018
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ícone Somos construtores de nós mesmos

O pai do menino Blaise Pascal estava acostumado a lidar com números.

Além de ser matemático, trabalhava para o governo no setor de cobrança de impostos.

Blaise nasceu em 1623, na França. Aos três anos perdeu a mãe e passou a ser criado exclusivamente pelo pai.

Este o apresentou aos estudos muito cedo, porém deixou de lado a matemática, pois acreditava que ela só deveria ser ensinada ao filho mais tarde.

No entanto, a criança era curiosa, e acompanhando o trabalho do pai à distância, certo dia perguntou: Pai, o que é geometria?

Blaise tinha apenas seis anos. Seu pai, obviamente, para não deixar o filho sem resposta, explicou, de forma bem sucinta sobre as formas, os ângulos, as medidas...

Algum tempo depois, quando numa visita ao quarto do menino, o pai se espanta ao percebê-lo riscado, de cima a baixo, com carvão, com todos os teoremas da geometria euclidiana.

Aos dezenove anos, Pascal inventou a primeira máquina aritmética: um tipo de máquina de calcular mecânica, que permitia realizar as quatro operações.

Levou dois anos para produzir o equipamento, trabalhando com artesãos. Seu objetivo era ajudar o pai, em seu trabalho como coletor de impostos.

Transformou-se em respeitado matemático, inventor, filósofo, físico e escritor.

Ao estudar mais a fundo sua vida e obra, não há quem não se encante e admire com tanto conhecimento e desenvolvimento espiritual igualmente.

Uma pergunta então poderíamos trazer para reflexão: Como se explica Blaise Pascal? Como se explica uma genialidade que não foi ensinada?

Obviamente que ele se criou num meio propício ao seu desenvolvimento, mas como seria possível uma criança conhecer os princípios fundamentais da geometria, sem nunca antes ter tido contato com eles?

Como explicar Blaise Pascal, ou tantos outros gênios que vieram e ainda vêm à Terra e mostram, claramente, um conhecimento adquirido antes?

Pela genética apenas? Fatores genéticos que propiciaram esta anomalia positiva aleatória?

Sim, aleatória, pois poderíamos perguntar: Por que ele? Qual a razão desse “privilégio” genético?

Bem, se fôssemos por este campo as perguntas não terminariam nunca.

Mas podemos ir para uma linha de raciocínio muito mais lógica e simples. Poderíamos falar em preexistência da alma.

Tudo faria mais sentido então: Blaise Pascal, uma alma reencarnada, trazia um conhecimento prévio naquelas áreas específicas.

Blaise Pascal havia construído aquele conhecimento antes, e agora estava sendo apenas herdeiro de si mesmo.

Seria muito mais fácil entender desta forma, entender que somos construtores de nós mesmos ao longo das eras. Somos herdeiros de nós mesmos.

Compreender isso nos traz segurança para a alma.

Faz-nos entender que estamos imersos numa justiça maior, que vamos desvendando ao longo do tempo, mas que já nos encanta profundamente.

Somos construtores de nós mesmos, ao longo das eras. Herdamos nossas próprias conquistas. O Universo está do nosso lado.

*   *   *

São várias as colaborações do Espírito Blaise Pascal com a Codificação Espírita.

Destacamos os seguintes dizeres seus: Se os homens se amassem com mútuo amor, mais bem praticada seria a caridade.

E, logo adiante: Esforçai-vos por não atentar nos que vos olham com desdém e deixai a Deus o encargo de fazer toda a justiça, a Deus que todos os dias separa, no Seu reino, o joio do trigo.

 

Redação do Momento Espírita, com base  no item 9, do
cap. XVI do livro
O Evangelho segundo o Espiritismo,
de Allan Kardec, ed. FEB.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. FEP.
Em 12.1.2018.

 

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