Momento Espírita
Curitiba, 19 de Outubro de 2018
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ícone Feixes de amor e luz

A Humanidade vem presenciando, há décadas, guerras, extermínios, atos de crueldade inimagináveis, cometidos por seres humanos contra outros seres humanos e animais.

Discursos de ódio promovem discussões e violências, que acirram ainda mais os ânimos alterados.

As redes sociais, capazes de mobilizar milhões de pessoas em questão de horas para causas nobres, também são utilizadas como veículo de agressões verbais, imagens perniciosas, notícias falsas, que contribuem para inflamar a raiva e despertar sentimentos inferiores.

Palavras de ódio carregam consigo energias destrutivas, que sugam as boas energias das pessoas que se deixam envolver por suas vibrações, inspirando revoltas e provocando mal estar, doenças no corpo e na alma.

Mas... Como se manter equilibrado diante de tantos horrores?

O Mestre Jesus, há dois mil anos, sabia que passaríamos por tudo isso, e nos deixou conselhos e orientações sobre como agir:

Amar ao próximo como a si mesmo – mesmo que esse próximo esteja cometendo erros graves, indo contra as leis de amor.

E se esse próximo for mais além, se nos ofender e se voltar contra nós, deveremos, como nos recomendou Jesus, amar os nossos inimigos e perdoar as ofensas que tiverem cometido.

Por mais difícil que seja, deveremos olhar para esses e ver neles seres infelizes, equivocados, doentes da alma, que se deixam envolver pelas vibrações inferiores, justamente porque não conseguem, ainda, amar.

Devolver o ódio que eles sentem (seja lá por qual razão for) com mais ódio, só vai piorar o que sentem e como se sentem, e nos fará vibrar no mesmo patamar que eles.

Jesus sabia que não seria fácil para nós, nem seria simples, pois éramos e somos ainda imperfeitos, egoístas, orgulhosos.

Mas Ele sabia também que, quando conseguíssemos pelo menos deixar de odiar, tudo mudaria dentro de nós e, por consequência, ao nosso redor.

E, podemos começar essa mudança fazendo o exercício de calar o comentário amargo e agressivo, carregado de raiva, antes dele sair de nossa boca.

Parar de compartilhar imagens e reportagens que chocam, que causam ansiedade, medo, indignação e movimentam energias prejudiciais que acabam por envolver a todos nós.

Orar pelos que sofrem violências e também por aqueles que as cometem, pois sabemos que esses, quando se conscientizarem de seus atos, entrarão em choque e, mesmo que tais atos passem despercebidos pelas leis humanas, diante das Leis Divinas responderão por tudo o que fazem.

Todos os habitantes do planeta, sete bilhões de pessoas, estamos conectados por fios invisíveis que nos irmanam, mesmo que não nos sintamos interligados.

O poeta Rumi, que viveu no século XIII, na Pérsia, dizia que em cada coração há uma janela para outros corações. Eles não estão separados, como dois corpos. Mas, assim como duas lâmpadas que não estão juntas, sua luz se une num só feixe.

Que possamos emanar amor e luz para todos os corações que habitam o planeta.

Que possamos unir nossa luz a outras luzes e assim formar um feixe amplo, forte, poderoso, que irá, cada vez mais, iluminar corações e mentes que ainda se debatem nas trevas da falta do amor.

Redação do Momento Espírita.
Em 6.4.2018.

 

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