Momento Espírita
Curitiba, 21 de Maio de 2018
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ícone Três letras

Mãe... São três letras apenas as desse nome bendito. Também o céu tem três letras e nele cabe o infinito.

Para louvar a nossa mãe, todo bem que se disser nunca há de ser tão grande, como o bem que ela nos quer.

Palavra tão pequenina, bem sabem os lábios meus, que és do tamanho do céu e apenas menor do que Deus!

*   *   *

A história de Ada Keating, de noventa e oito anos, e de seu primogênito Tom, de oitenta, é uma prova de quão forte e belo pode ser o vínculo entre mãe e filho.

Atualmente, ambos moram no mesmo asilo, em Liverpool, no Reino Unido. Tom nunca se casou e tampouco teve filhos. Por conta de sua doença, precisou se mudar para a casa de repouso.

Nessa ocasião, sua mãe não teve dúvidas: mudou-se para junto do filho, a fim de cuidar dele.

Eu digo Boa noite a Tom em seu quarto todas as noites e, pela manhã, eu o acordo com um beijo e um Bom dia, relata a mãe dedicada.

E afirma Tom: Agora estou ainda mais feliz, tendo minha mãe por perto. Ela é realmente muito boa em cuidar de mim. Eu a amo infinitamente.

*   *   *

Jesus, o Rabi da Galileia, por conhecer o verdadeiro valor das mães, no madeiro da cruz nos entregou Sua própria mãe.

Crucificado, ternamente busca os olhos de Maria: Mãe, eis aí o teu filho.

Em seguida, procura os olhos de João: Filho, eis aí a tua mãe.

Nesse instante, Jesus revela a sagrada missão de Maria, estendendo sua maternidade a todos nós, ali representados pelo discípulo.

Em todas as mães, encontramos as mãos acolhedoras da Mãe Santíssima.

Mães que, amando desinteressadamente, em seus ventres renovam a Humanidade e, por meio de seus corações amorosos, revelam o mundo aos seus filhos.

Mães que, dedicadas, embalam os filhos, que em seus braços crescem. Ao mesmo tempo, através de seus exemplos, velam por toda a Humanidade que se desenvolve e progride.

Mães que sorriem; que choram; que permitem a partida dos filhos; que os recebem de braços abertos; que se magoam; que perdoam; que são acolhidas; que, por vezes, são abandonadas.

Mas que nunca, jamais, esquecem ou deixam de amar os filhos que o Criador a elas confiou.

Muito obrigado, Senhor, por nossas mães. Por meio delas recebemos o sopro da vida, do qual Tu és a fonte, o sustento e o destino.

Auxilia-nos a reconhecer nelas a Tua presença, o Teu amor, a Tua generosidade, a Tua misericórdia.

Olha, Pai, pelas mães que sofrem com a ingratidão, por aquelas que, ajoelhadas ao lado dos filhos doentes, oram e esperam em Ti.

Por aquelas cujas mãos são calejadas pelo trabalho árduo, a fim de oferecer o sustento aos rebentos de seu amor, e por aquelas que não Te conhecem.

Olha por todas as mães, Senhor.

Que de Tuas mãos aprendamos, homens e mulheres, a cultivar a maternidade, para que de nós nasça o bem, a justiça, a caridade, a verdade, o amor e a paz.

*   *   *

Mãe, teu nome tem três letras apenas: M, de Maria, o exemplo; A, de amor, o sentimento que te move; E, de ensino, pois que ensinas a voar, a sonhar, a pensar.

E sabes, mãe, que em cada voo, em cada sonho, em cada pensamento estará a semente que tu plantaste e cujos frutos se multiplicarão por toda a eternidade...

 

Redação do Momento Espírita, com base em
 dados biográficos de Ada Keating e com citação de
versos do poema
Mãe, do livro Lili inventa o mundo,
de Mário Quintana, ed. Gaudí.
Em 7.5.2018.

 

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