Momento Espírita
Curitiba, 17 de Novembro de 2018
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ícone A razão do chamado

Os desentendimentos e conflitos são comuns nos relacionamentos humanos.

Eles se fazem presentes nas famílias, nas empresas, nas escolas e onde quer que se reúnam pessoas.

São alimentados e preservados por velhos vícios humanos.

O egoísmo, por exemplo, dificulta a percepção das necessidades alheias, desde que pensamos unicamente em nós mesmos.

O orgulho faz com que demos superlativa importância à nossa própria personalidade.

Nessa disputa de egos, buscamos mais vencer do que convencer. Queremos chegar primeiro, sermos atendidos de forma prioritária.

Na equipe profissional, desejamos posição de destaque, para ganhar mais e melhor.

Para alcançar esse objetivo, muitas vezes sacrificamos a lealdade e a amizade. Que nos importam os amigos ou pessoas que nos devotam cuidados?

No âmbito familiar, para não assumir encargos, chegamos a lançar mão de argumentos desonestos e de chantagens.

Nesse conjunto infeliz, as batalhas se sucedem, mas a guerra nunca termina.

Sorrisos e afagos disfarçam mágoas e revolta.

Talvez alguém seja aparentemente o vitorioso, mas a perda coletiva é grande.

Ocorre que a vida a tudo modifica, no transcorrer dos minutos, das horas, dos dias.

O que hoje é importante, pode não significar mais nada, amanhã.

Ao final de todas as lutas e discussões, resta, simplesmente, conviver com a própria consciência.

Mais cedo ou mais tarde, somos chamados a refletir a respeito do que fizemos.

Isso pode se dar pelo aparecimento de uma enfermidade, que nos leva a considerar sobre a transitoriedade da vida física.

Ou em situação de desemprego, que mostra a nossa dependência de empresas, instituições, dos recursos que nos faltam para a manutenção do lar.

Ou até de uma tragédia qualquer que nos envolva ou aos nossos conhecidos, familiares ou amigos.

Ou apenas no quase finalizar da vida, quando todas as ilusões se diluem.

Para quem nunca recuou, nunca contemporizou ou pacificou, esse momento pode ser bem difícil.

Para não nos arrependermos mais tarde, convém, desde agora, refletir sobre a finalidade do existir.

Recordamos da Primeira Epístola de Pedro, que reflete sobre a conduta cristã em face de situações desafiadoras.

O Apóstolo Pedro defende que não retribuamos mal por mal ou injúria por injúria.

Ao contrário, diz que devemos bendizer a tudo, porque é para essa vivência que o cristão foi chamado.

Realmente, a fileira dos que reclamam e brigam é sempre numerosa.

Ocorre que renascemos na Terra para vencer nossas dificuldades íntimas e nos aprimorarmos.

Não chegamos no cenário terrestre com o objetivo de vencer debates, fugir de deveres ou termos largas vantagens.

Os conflitos improdutivos do mundo representam o que deve ser abandonado, a bem da própria paz.

Para que cessem as contendas e as divisões é que fomos chamados a reencarnar.

A fim de termos sucesso, precisamos ser um fator de paz e harmonia, onde quer que nos encontremos.

Para sermos fiéis a esse propósito, é importante estarmos dispostos a ceder, a tolerar e a suportar.

No contexto da vida maior, somente se pacifica quem aprende a ceder em favor da paz dos outros.

Pensemos nisso.

 Redação do Momento Espírita, com base no cap. 118, do
livro
Pão nosso, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. FEB
Em 6.9.2018.

 

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