Momento Espírita
Curitiba, 17 de Novembro de 2018
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ícone Contemplando a Sabedoria Divina

Tudo na natureza nos oferece extraordinárias lições. E nos remete a pensarmos em quem a delineou de forma tão perfeita, tão harmônica.

Por exemplo, quando olhamos para o reino animal e observamos o amor materno presente.

Mesmo em se falando de animais ferozes, constatamos que todos têm por seus filhotes o mais terno afeto.

As mães animais são criaturas preocupadas com suas crias. Elas dedicam tempo para lhes ensinar as coisas da vida e fazem de tudo para protegê-los.

A fêmea do urso polar é um exemplo de mãe apegada aos filhotes. Antes deles nascerem, ela prepara uma espécie de berço, cavando na neve um local protegido.

Os bebês costumam ser gêmeos e nascem entre dezembro e janeiro, quando é inverno no hemisfério norte e ela os aquece com seu corpo e a amamentação.

Entre março e abril, eles deixam o abrigo na neve para se acostumarem com as temperaturas externas.

Depois de se aclimatarem, têm início os aprendizados da caça. Ela os prepara para o mundo que deverão enfrentar, embora eles fiquem com ela até por volta dos dois anos.

Na família dos elefantes africanos, por sua vez, encontramos a mãe do tipo exigente. Como ela, toda a manada deve dar atenção aos filhotes.

Por outro lado, os elefantes mais velhos diminuem o passo, estabelecendo o ritmo da manada, nas suas andanças, a fim de que os pequenos os possam acompanhar.

Quanto cuidado. Quanta atenção.

Em se falando da mãe guepardo, descobrimos nela a marca da independência. Ela cria seus bebês sozinha, isolada de outros animais de sua espécie.

Ela costuma mover a ninhada, que varia entre dois a cinco filhotes, a cada quatro dias, para evitar que o odor dos animais deixe rastros e atraia predadores.

Depois de dezoito meses treinando técnicas como as de caça, os filhotes de guepardo finalmente deixam suas mães. Então, eles formam um grupo de irmãos que permanece unido por cerca de mais uns seis meses.

De todas as espécies animais, no entanto, é a mãe orangotango que demonstra manter um vínculo com seus filhos, por mais largo tempo.

Algo que se assemelha ao ser humano. O bebê orangotango depende da mãe para tudo nos dois primeiros anos de vida.

É ela que o transporta e que o alimenta. Ele fica com a mãe até os seis ou sete anos de vida. Nesse período, ela o ensina onde encontrar comida, como comer e até mesmo como fazer um abrigo para dormir.

As fêmeas de orangotango continuam visitando suas mães até por volta dos quinze anos.

Não há como não contemplar toda essa maravilha do amor materno, entre os animais, e não encontrar a Presença Divina.

Presença que significa a conservação da espécie. Mas com algo muito forte, que se traduz por cuidados, carinho, atenção.

Quem de nós já não observou uma cachorra com seus filhotes a lhe puxarem as orelhas, a saltarem sobre ela, mordendo-a levemente, em brincadeira.

E ela se mantém, ali, calma, como se estivesse a pensar: São apenas crianças. Gostam de brincar. Logo crescerão.

Quanta paciência.

Com certeza, em tudo isso, além da grande lição da Sabedoria Divina que tudo dispôs de forma magistral, a lição maior do amor, que devemos desenvolver em nós.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 30.10.2018.

 

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