Momento Espírita
Curitiba, 20 de Outubro de 2020
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ícone Aborrecimentos

Nada mais comum, nas atividades terrenas, do que o hábito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chateações.

Nada mais corriqueiro entre os indivíduos humanos.

Como num grupo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada menção se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, também na sociedade dos adultos ocorre o mesmo fenômeno.

Mais do que compreensível que nós, como se fôssemos um menino de pavio curto, liberemos adrenalina nos episódios cotidianos que desafiam a nossa estabilidade emocional.

Compreensível que nos agitemos, que nos irritemos, que levantemos a voz, que afivelemos ao rosto expressões feias de diversos matizes.

Tudo isso é possível de acontecer por causa do nível do nosso mundo íntimo.

No entanto, é bom lembrarmos que não viemos para a Terra para fixar nossas deficiências, nossas dificuldades. Estamos aqui para tratar delas, cultivando saúde íntima.

Não estamos no mundo para agirmos, atendendo aos nossos impulsos irracionais, mas para fazê-los amadurecer para os campos da razão lúcida.

Não nascemos para nos permitirmos levar pelo destempero, pela irritação que nos desequilibra, nos torna pessoas de difícil trato.

Cabe-nos o dever de nos educarmos, porque temos na pauta da nossa vida o compromisso de cooperar com Deus, à medida que cresçamos, que amadureçamos, que nos tornemos pessoas nobres.

Desse modo, os nossos aborrecimentos diários, embora sejam admissíveis em almas infantis e destemperadas, provocam ruídos infelizes, desconcertantes e indesejáveis, nas almas que vivem e convivem conosco.

Tornamo-nos pessoas causadoras de distúrbios, de inconveniências, em síntese, de problemas.

Observemo-nos. Façamos uma análise de nós mesmos e nos conheçamos um pouco mais. Verifiquemos nossos pontos negativos e trabalhemos para deles nos libertarmos.

Eles nos infelicitam e causam preocupações aos familiares, amigos, colegas.

Afinal, quem pode ficar tranquilo ao lado de quem parece sempre pronto a estourar?

Resistamos aos impulsos inferiores que ainda rondam a nossa intimidade.

Aproximemo-nos mais dos benfeitores espirituais que nos amparam.

Perante as perturbações alheias, aprendamos a não imitá-las.

Diante da rebeldia de alguém, analisemos e não façamos o mesmo.

Notando a explosão violenta de alguém, reflitamos nas consequências danosas, a fim de não agirmos de igual forma.

Cada esforço que fizermos por nos melhorarmos, por nos educarmos, será secundado pela ajuda de luminosos imortais que estão, em todo tempo, investindo no nosso progresso.

Eles esperam que cresçamos e nos iluminemos, tornando-nos cooperadores com Deus, superando a nós mesmos, transformando nossas noites morais em radiosas manhãs de perene formosura.

*   *   *

Quando formos visitados pelo sofrimento ou por contrariedades, não nos deixemos dominar.

Finalmente, quando tivermos vencido nossos ímpetos de impaciência, de cólera, ou de desespero, digamos, para nós mesmos, cheios de justa satisfação: Fui o mais forte.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 13
do livro
Para uso diário, pelo Espírito Joanes,
psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 17.4.2020.

 

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