Momento Espírita
Curitiba, 13 de Novembro de 2019
busca   
no título  |  no texto   
ícone Nossa herança

Herança é o legado, é o patrimônio, os bens que deixamos para os descendentes, por hereditariedade ou por testamento.

Muitos de nós trabalhamos de forma árdua, durante toda a vida, objetivando deixar aos herdeiros muitos bens.

Com isso, pensamos, estará garantida a sua felicidade. Parece que esquecemos de olhar ao nosso redor.

Quantas fortunas vimos desaparecer, de forma muito rápida, dilapidadas por herdeiros que, parece, somente aguardavam a oportunidade para gastá-la de forma desmedida, satisfazendo seus prazeres?

Quantas empresas, de grande porte, desapareceram, atingidas por dissensões e disputas entre os familiares?

Ou por falta de preparo para administrar, de forma eficaz, o patrimônio recebido?

Será que desejaremos observar, depois de nossa morte, os nossos descendentes se digladiando nos tribunais por desejarem uma parcela a mais do que consignamos em testamento?

Importante repensarmos atitudes. Primeiramente, termos consciência de que mais do que bens materiais, a nossa presença ao lado dos filhos é verdadeiramente valiosa.

Isso significa que devemos equacionar o tempo de forma a atendermos nossa atividade profissional. E reservarmos tempo para os que amamos.

Tempo para estar com os filhos, vê-los crescer em intelecto e em questões morais.

Questões que nós, pela palavra e pelo exemplo poderemos lhes oferecer.

Exatamente como nossos pais que trabalharam duramente, não ficaram ricos, portanto, não nos deixaram abonados ao partirem.

Porém, nos legaram exemplos maravilhosos de vida: honestidade, dignidade, coragem, respeito aos mais velhos, às crianças, às leis, o amor à pátria e à natureza.

Segundo, se somos detentores de patrimônio expressivo, preparemos nossos filhos para bem administrá-los.

Mostremos-lhes como se age, como devemos dele nos servir, a benefício próprio e dos demais.

Então, quando formos colhidos pela morte, que poderá chegar logo ou mais tarde, teremos entregue às suas mãos o maior legado: o do exemplo do trabalho e da honra.

Eles nos lembrarão como aqueles que os abraçavam e beijavam muitas e várias vezes ao dia.

Aqueles que oravam com eles, que os levavam ao templo para a recepção das lições do Evangelho de Jesus.

Aqueles que lhes acompanhavam as lições da escola, indagando, perguntando, se interessando.

Aqueles, enfim, que ofereceram exemplos de total respeito à família, a qualquer ser humano.

Aqueles que plantamos árvores e flores, os que os ensinamos a respeitar o meio ambiente, as relações sociais.

Quando adentrarem a empresa que lhes legamos, quando usufruírem dos bens materiais que lhes deixamos, recordarão de como exemplificamos o amor ao próximo, o respeito ao subordinado, às leis, aos princípios da honra.

Tornar-se-ão esposos e pais, refletindo nossa herança de amor, de hombridade, de verdadeiros filhos de Deus.

Trabalhemos, portanto, o crescimento do amor em nós, sem desfalecermos diante das dificuldades.

Com certeza, deixaremos para este mundo uma herança que será lembrada e perpetuada pelos anos afora: homens de bem, homens que farão a diferença para este lar que o Senhor Deus nos confiou, para usufruto e crescimento individual.

Redação do Momento Espírita
Em 1º.11.2019.

 

Escute o áudio deste texto

© Copyright - Momento Espírita - 2019 - Todos os direitos reservados - No ar desde 28/03/1998