Momento Espírita
Curitiba, 25 de Fevereiro de 2020
busca   
no título  |  no texto   
ícone A inegável importância da presença

Nos apontamentos dos Evangelistas, percebemos que Jesus fazia questão de atestar o inegável valor da Sua presença. Por exemplo, após ter curado Natanael, o paralítico, retirou-se Jesus da casa de Simão Pedro.

Encaminhou-se para a praia do lago, possivelmente seguindo pela estrada real. A grande estrada das caravanas do Oriente, a principal artéria comercial da Galileia.

Chegou a um posto aduaneiro, comum à época, nas cidades fronteiriças.

Os dominadores da terra, os romanos, os tinham espalhados a fim de fiscalizarem a importação e a exportação de mercadorias.

O tributo reclamado pelo governo do império chamava-se publicum. Publicanos eram os encarregados de cobrar esse imposto.

Formando uma classe intermediária entre patrícios e plebeus, os publicanos, muitos deles judeus, eram tidos como pessoas de má vida, usurpadores, traidores da pátria, desde que favoreciam a dominação estrangeira.

No entanto, como em todas as classes sempre existem os desonestos, os maus, mas igualmente os honrados, ali, naquela aduana estava sentado um homem correto.

Seu nome era Levi Mateus. Cobrador de impostos. Nobre, atendia com absoluta honestidade seus deveres, cuidava da família, atendia a esposa e filhos.

Naquele dia, ele contava o dinheiro que arrecadara, verificava os recibos que passara aos negociantes, calculava.

Um dia como outros tantos, de cuidados, de atenção. Mas, de repente, no ângulo da porta um personagem se postou.

O sol, que batia por trás dELE, projetava-lhe a sombra para dentro do local. Levi levantou os olhos e deparou-se com o olhar do mais extraordinário personagem que a Terra acolheu: o Homem de Nazaré.

Ele O vira algumas vezes na praia, conhecia alguns dos Seus discípulos. Agora, ei-lO ali, em pé, fitando-o. Cruzaram-se os olhares e o de Jesus pareceu lhe penetrar a alma.

Levi não saberia dizer se as palavras saíram dos lábios de Jesus ou brotaram da intimidade celeste para sua alma: Segue-me.

Convite irresistível. Levi se levanta, vai ao encontro da Luz do mundo. E, para comemorar a nova vida que seguiria, ofereceu um grande banquete em sua casa.

Banquete a que Jesus compareceu, com os discípulos. O melhor linho cobria as mesas, a prataria brilhava sobre elas.

Teria bastado o convite pessoal de Jesus no local de trabalho de Levi. Contudo, o Mestre vai ao festim que lhe é preparado pelo mais novo discípulo. Aquele que deixará seu cargo, seus bens, seus afetos para segui-lO.

Com Sua presença e Sua palavra, Jesus abençoa aquele lar, os familiares, os convidados, muitos deles publicanos como o próprio Levi.

*   *   *

A mensagem do Modelo e Guia é clara. Ele deseja adentrar a nossa alma, também os nossos lares, a fim de ali inaugurar ares de harmonia, de paz.

Pensemos a respeito e convidemos o Excelso Amigo, muitas e muitas vezes a visitar-nos.

Nosso seja o banquete da oração, da reflexão nos ditos evangélicos, um momento de grande alegria.

O Amigo nos visita, abramos as portas do nosso coração e do nosso lar.

 Redação do Momento Espírita.
Em 11.2.2020.

 

Escute o áudio deste texto

© Copyright - Momento Espírita - 2020 - Todos os direitos reservados - No ar desde 28/03/1998