Momento Espírita
Curitiba, 18 de Dezembro de 2017
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Você gosta do meu vestido? - Perguntou a menina para a estranha que passava.

Minha mãe fez para mim! Comentou, com uma lágrima nos olhos.

Bem, eu acho que é muito bonito. Mas me conte por que você está chorando? - Disse a senhora.

Com um ligeiro tremor na voz, a menina falou:

Depois que mamãe me fez este vestido, ela teve que ir embora.

Bem, disse a senhora, agora você deve ficar esperando por ela. Estou certa que ela voltará em breve.

Não, a senhora não entendeu. Meu pai disse que a mamãe está com meu avô, no céu.

Finalmente, a mulher percebeu o que a criança estava dizendo e porque estava choramingando.

Comovida, ajoelhou-se e, carinhosamente, embalou a criança nos braços. Acariciando-a, chorou baixinho com ela. Então, de repente, a menina fez algo que a mulher achou muito estranho: começou a cantar.

Cantava tão suavemente que era quase um sussurro. Era o mais doce som que a mulher já tinha ouvido. Parecia a canção de um pássaro. Quando a criança parou de cantar, explicou para a senhora:

Minha mãe cantou esta canção para mim antes de ir embora. Ela me fez prometer sempre cantar quando começasse a chorar, porque isso me faria parar.

Veja, exclamou a criança, cantei e agora os meus olhos estão secos.

Quando a mulher se virou para ir embora, a pequena menina se agarrou na sua roupa.

Senhora, pode ficar apenas mais um minuto? Quero lhe mostrar uma coisa.

Claro que sim, falou a senhora. O que você quer que eu veja?

Apontando para uma mancha no seu vestidinho, a menina falou:

Aqui está a marca onde minha mãe beijou meu vestido. E aqui, disse, apontando outra mancha, é outro beijo, e aqui, e aqui. A mamãe disse que colocou todos esses beijos em meu vestido para que eu sempre tenha seus beijos se algo me fizesse chorar.

Naquele momento, a senhora percebeu que não estava apenas olhando para uma criança, cuja mãe sabia que iria partir e que não estaria presente, fisicamente, para beijar as lesões que a filha viesse a ter.

Aquela mãe havia gravado todo seu amor no vestido da sua pequena e encantadora criança. Vestido que agora a menina usava tão orgulhosamente.

A mulher já não via apenas uma pequena menina dentro de um simples vestido. Via uma criança embrulhada no amor de sua mãe.

*   *   * 

A morte a todos alcança. Preparar-se para recebê-la com dignidade, preparando igualmente os que permanecerão na Terra por mais tempo, demonstra altruísmo e grandeza d’alma.

Como Jesus nos afirmou que nenhum de nós sabe exatamente a hora em que terá que partir, importante que distribuamos o nosso amor e vivamos as nossas vidas em totalidade.

Assim, quando tivermos que partir, as lembranças do que fomos e do que fizemos, aquecerão as almas dos nossos amores, amenizando o vazio da nossa ausência física.

Pensemos nisso!

 

Redação do Momento Espírita, com base
no texto
Amor eterno, de autoria ignorada.
Em 7.5.2013.

 

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