Momento Espírita
Curitiba, 26 de Setembro de 2020
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ícone Um terrível mal
 

Desde que a bebida alcoólica foi descoberta, o beber passou a ser um ato facilmente assimilável pelos jovens adolescentes e futuros adultos.

Em torno do ato de beber criou-se uma aura de magia, como se ele fosse a resposta para os problemas existenciais.

Na mitologia, Baco, considerado o deus do vinho, dizia que quem bebesse aquele líquido sagrado ficaria possuído por poderes divinos.

Surgiram festas de orgia chamadas bacanais, regadas a muito álcool e com elas, a violência. Hoje, a ação do álcool influencia milhares de pessoas.

Algumas dizem beber para se divertirem, relaxarem, outras para adquirirem coragem. Todas se matando lentamente.

O álcool provoca, em alguns, relaxamento, agressividade, descontrole emocional. Em outros, alegria desmedida e desinibição.

O seu uso contínuo provoca a dependência física e é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde como uma doença.

No Brasil as estatísticas apontam milhões de dependentes do álcool. Uns dependentes leves, pessoas que bebem quase todos os dias até três doses.

Outros, dependentes moderados, os que bebem diariamente até três doses e, nos finais de semana, bebem de forma exagerada. Finalmente, os dependentes graves, que bebem sempre. São os que apresentam uma série de transtornos se a bebida lhes faltar, desde tremores até ansiedade.

Em nosso país, o alcoolismo é um dos maiores problemas de saúde pública.

Preocupados com os números crescentes de alcoólatras, os Conselhos Comunitários de Segurança estabeleceram algumas regras que definem como os pais criam um alcoólatra infantil:

comece na infância a molhar a chupeta no copo de cerveja e dar ao seu filho. Ache graça nas caretas que ele fizer;

quando ele quiser mais bebida alcoólica, continue dando;

nunca lhe dê orientação. Não pode, pois faz mal;

quando ele estiver bebendo, apoie, ache graça;

beba sempre com ele;

dê-lhe dinheiro para beber com os amigos;

satisfaça todos os seus desejos, principalmente o que diz respeito a bebidas caras;

quando ele estiver caindo de bêbado, dê apoio total;

quando se meter em alguma encrenca, dê esta desculpa: Nunca consegui dominá-lo.

Depois de seguir todas essas regras, prepare-se para uma vida de desgosto. Você conseguiu formar mais um alcoólatra para o mundo.

*   *   *

Cuidemos da nossa saúde e da dos nossos filhos. Aprendamos e ensinemos a não desperdiçar as bênçãos do corpo.

O corpo físico é um bendito talento que deve ser bem utilizado a fim de que possamos subir os degraus da evolução que perseguimos.

Respeitemos esse talento bendito que o Criador nos ofertou na Terra.

Vivamos o nosso dia-a-dia com a visão de que somos os grandes responsáveis pelo estado geral de doença ou de saúde do nosso corpo físico.

 Redação do Momento Espírita com base no cap. 29
do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes,
psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 28.06.2010.

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