Momento Espírita
Curitiba, 23 de Setembro de 2020
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ícone Sementes de corrupção

Dia desses um garoto chegou em casa e perguntou à mãe quanto ela lhe pagaria se ele tirasse nota dez na prova.

A proposta surpreendeu a genitora, acostumada a educar os filhos com lucidez e bom senso.

Por que eu deveria lhe pagar por isso, meu filho? Perguntou com tranquilidade.

Ora, mãe, o pai do meu amigo vai pagar cem reais se ele tirar um dez na prova de inglês.

E você acha isso correto, filho?

Ah, eu acho que cem reais dá para comprar uma porção de coisas..., respondeu o menino, entusiasmado.

A sábia educadora aproveitou o momento para um diálogo esclarecedor com o filho amado.

Filho, você acha correto o que esse pai está fazendo, pagando para o filho fazer o que é apenas a sua obrigação?

O garoto respondeu que não sabia se era certo ou não, e a mãe continuou:

Você já ouviu falar em corrupção?

Sim, disse o menino.

E você acha direito uma pessoa cobrar para fazer a sua obrigação?

Não, eu não acho.

Estudar é sua obrigação, não é filho?

Sim, é minha obrigação.

Pois bem, seu pai e eu fazemos a nossa parte, que é lhe dar oportunidade de aprender para que seja um homem instruído e possa ser útil à sociedade da qual faz parte.

Mas não desejamos que seja apenas instruído.

Queremos, acima de tudo, que seja um homem de bem, um homem moralizado, um homem digno e justo.

É por isso que você nunca irá receber dos seus pais qualquer compensação para fazer a sua parte.

O garoto concordou com a mãe, mas, ainda interessado no assunto questionou:

Quer dizer que isso é corrupção, mãe?

Sim. Pagar alguém para fazer ou deixar de fazer a sua obrigação é corrupção.

Existem funcionários que recebem um salário para fazer o seu trabalho mas, costumam pedir um valor a mais, uma "gratificação" para "agilizar" o processo.

Isso significa que estão prejudicando aqueles que não têm dinheiro para pagar esse "favor" ou que não compactuam com essa prática.

Talvez para deixar o ensinamento mais claro para o filho, a mãe continuou:

E a corrupção não está relacionada exclusivamente com o dinheiro, filho. Quando um juiz, por exemplo, que julga uma causa e favorece um amigo ou outro interesse qualquer, sem considerar a verdadeira justiça, está se corrompendo e corrompendo o sistema.

Qualquer pessoa, enfim, que age em desacordo com sua própria consciência, é corruptora dos bons costumes.

Se o garoto entendeu tudo não se sabe, mas abandonou a ideia de receber um pagamento para tirar boas notas e foi estudar para a prova que iria fazer no dia seguinte.

*   *   *

Felizmente, nem todos os cidadãos da nossa sociedade são corruptos ou corruptores.

Mas, se você já sofreu algum tipo de extorsão, sabe o quanto é amargo o sabor desse tipo de violência.

Se você já sofreu qualquer tipo de injustiça por parte de quem deveria representar a sã justiça, sabe o quanto isso gera desgosto e infelicidade.

Pense nisso e faça a sua parte para eliminar essas sementes nocivas de corrupção e desamor.

Aja com honestidade e eduque seus filhos para serem cidadãos dignos e incorruptíveis.

Não se corrompa e não corrompa ninguém, pois é só assim que veremos o sol da plena justiça despontar num futuro próximo.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 1.8.2012.

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