Momento Espírita
Curitiba, 10 de Setembro de 2026
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ícone A doce Mãe de Jesus

Dia 8 de setembro é o dia dedicado à padroeira da capital paranaense: Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

A origem dessa denominação remonta ao século 15, envolvendo um português que vivia na freguesia de Carnide, em Lisboa.

Ninguém sabe ao certo como acabou prisioneiro e escravo na África. O que narram as tradições é que ele era devoto de Maria Santíssima, a quem orava, diariamente.

Pero Martins passou a ter sonhos com a Mãe de Jesus, que lhe falava do seu retorno à liberdade, o que veio a acontecer.

Encontrando, em sua cidade natal, próximo a uma fonte, uma imagem, a identificou como sendo da celeste Mãe.

E porque vira uma luz misteriosa no local onde estava a estátua, deu-lhe o nome de Nossa Senhora da Luz.

Na capital do Paraná, Curitiba, o culto agregou uma denominação e surgiu Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

É verdadeiramente incrível quando se fala a respeito da Mãe de Jesus descobrir que ela tem mais de mil e cem títulos.

Vão desde Mãe Santíssima, Virgem Maria, Rainha do céu, Santa Maria, a denominações específicas dos lugares onde, dizem, ela teria aparecido.

Assim temos Nossa Senhora de La Salete, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Guadalupe.

Segundo a tradição e registrado por escritores, desde os primeiros séculos, o povo cristão honra a Maria de Nazaré.

Possivelmente, uma das primeiras denominações que recebeu foi a de Mãe Santíssima.

Isso porque, em Éfeso, onde foi morar com João Evangelista, atendia aos doentes de toda sorte. Foi ali que surgiu a expressão da boca de um atendido, em forma de gratidão: És nossa Mãe Santíssima.

Imaginemos como tantos daqueles que tinham saudades de Jesus a buscavam, para ouvi-la contar do Seu nascimento, Sua infância, Sua missão.

Que mulher teve missão maior? Ser a mãe do único ser perfeito que a Terra já recebeu: nosso Mestre e Senhor.

Registramos seu exemplo de mãe devotada que oferece o filho ao mundo, para que Ele cumpra a missão para a qual viera.

Ela conhecia as escrituras. Como terá se sobressaltado seu coração, tantas vezes, com as notícias que lhe chegavam, dos inimigos da Boa Nova.

Daqueles que afirmavam querer prendê-lO, daqueles que diziam que Ele não era mais do que um louco. Quantas dores terá suportado aquele coração materno.

Sem falar na dor terrível de assistir, durante seis horas, à agonia do filho amado, supliciado na cruz.

Nossa mãe, mãe de toda a humanidade. Jesus no-la ofereceu, em Suas derradeiras horas de vida.

Filho, eis aí a tua mãe.

Não importa como a denominemos. Seu maior título é ter sido Mãe de Jesus.

E sua misericórdia se estende a todo o rebanho do Seu filho.

*   *   *

Portanto, neste dia, mais do que nunca, oremos a esse Espírito de alta envergadura moral para que abençoe a esta Terra.

Terra dos pinhais. Terra do Brasil. Terra do mundo.

Que a doce Mãe de Jesus se apiade das mães sofredoras, das que perdem seus filhos para os vícios, para a criminalidade.

Que ela abençoe todos os que padecem. Também os que a louvamos, em canções, em poesias, em dramatizações.

Que ela ouça as nossas preces de gratidão, Senhora da Luz. Terna Mãe de Jesus.

Redação do Momento Espírita.
Em 8.9.2026

 

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