Momento Espírita
Curitiba, 01 de Agosto de 2026
busca   
no título  |  no texto   
ícone Trabalhar com alegria

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros.

A propriedade era do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco.

Um dia, chegou um agricultor, em busca de trabalho. Chamava-se Zé Alegria.

Admitido, recebeu, como todos, uma velha casa para morar.

Vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova.

Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos.

Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção.

Zé Alegria trabalhava feliz. Por isso, os companheiros lhe perguntaram: Como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?

O jovem olhou para eles e respondeu: Bem, este trabalho hoje, é tudo que eu tenho.

Ao invés de reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições.

Não é justo que, agora que estou aqui, fique reclamando. Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.

Os outros, que se acreditavam vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: Como ele pode pensar assim?

O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo a distância.

Isso o fez deduzir que alguém que cuidava com tanto carinho da casa que lhe fora emprestada como moradia cuidaria com o mesmo capricho da fazenda.

Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um bom café, ofereceu-lhe o cargo de administrador da fazenda.

O jovem aceitou de imediato. Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar:

O que faz com que algumas pessoas sejam bem-sucedidas e outras não?

A resposta do moço veio logo: Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito. O principal é que não somos vítimas do destino. Existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. Isso depende de cada um.

*   *   *

Cada um de nós é capaz de efetuar mudanças significativas no mundo que nos cerca.

O que geralmente ocorre é que, ao invés de agirmos, preferimos jogar a responsabilidade da nossa desdita sobre os ombros alheios.

Culpamos o governo, os empresários, os políticos, a sociedade como um todo, esquecidos de que quem elege os governantes somos nós mesmos, que quem gera empregos são os empresários e que a sociedade é composta por nós, os cidadãos.

Sempre encontramos alguém a quem culpar pela nossa infelicidade, esquecidos de que ela só depende de nós mesmos.

A verdade é que cada um tem a sua parcela de responsabilidade na formação da situação que o rodeia.

E, para ser feliz, basta dar ao nosso mundo um colorido especial, como o personagem desta história, que, numa situação aparentemente ruim, soube fazer do seu mundo uma realidade diferente.

Tenhamos sempre em mente que existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base em
conto do livro
Histórias para sua criança interior,
 de autoria de Eliane de Araujoh, ed. Roca.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 5,
 ed. FEP.
Em 24.8.2026

© Copyright - Momento Espírita - 2026 - Todos os direitos reservados - No ar desde 28/03/1998