Momento Espírita
Curitiba, 30 de Maio de 2024
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Aqueles eram dias acabrunhadores. Aproximava-se a festa dos ázimos, ou seja, a Páscoa.

A hora era de intranquilidade. Os sacerdotes arquitetavam o melhor plano para prender o Nazareno.

Desejavam tê-lO em suas mãos, julgá-lO e fazer com que desaparecesse. A Sua presença punha em risco toda a hierarquia sacerdotal. Eles sentiam que, dia a dia, perdiam seu status.

O povo seguia aquele Mestre que nada pedia senão que amassem a Deus e ao seu próximo.

Não exigia dinheiro para ser ouvido, seguido ou oferecer as Suas bênçãos.

Jesus, o Mestre, de tudo estava ciente. Não somente por conhecer as escrituras, o que haviam falado os profetas a respeito do Messias.

Mas, sobretudo, por estar plenamente cônscio do preço que deveria pagar, nas mãos de homens que não desejavam a Sua mensagem.

Então, Ele pediu a Pedro e João que entrassem na cidade de Jerusalém e preparassem o lugar para a celebração da Páscoa.

Quando Ele se encontra no aposento, junto aos doze, afirma: Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco.

São palavras que expressam um grande desejo. Era a última Páscoa em que estaria com eles. O Cordeiro sabe que logo mais haveria de ser sacrificado.

Sua doação derradeira é estar com os Seus. Todos sabemos como aquela noite se fez de importância, pelas recomendações apontadas, por todas as revelações apresentadas.

Uma noite inesquecível para aqueles corações.

*  *   *

O calendário terreno nos anuncia que o Natal se aproxima. A data em que nós, os humanos, elegemos, para recordar a vinda do Rei.

O Rei Solar, o Governador Planetário, nosso Mestre e Senhor.

A pessoa mais ilustre que esta Terra já abrigou, em suas estradas.

Muito importante que imitemos o Nazareno, parafraseando a Sua expressão daquele dia: Desejo ardentemente comemorar este Natal convosco.

Que a possamos dizer aos nossos familiares, nossos amigos, aos que passam pela nossa vida.

E nos preparemos para a data, desde agora. Preparemos a sala do nosso coração, para recepcionar os que amamos e lhes oferecer nosso abraço, no natalício do Mestre.

Preparemo-nos para a data, colocando flores nos vasos do nosso carinho e envolvendo com laços de ternura os pacotes que iremos oferecer.

Pacotes pequenos, minúsculos, grandes, valiosos todos porque trabalhados pela nossa afeição.

Preparemos a mesa com o que possamos ofertar, em nome do amor. E que a nossa noite seja, como aquela longínqua Páscoa, recheada de preces, de hinos, de pão repartido.

A data se aproxima. Apressemo-nos e desejemos ardentemente estar com quem amamos.

Recordemos: na oferta do pão à mesa da confraternização, quem sabe possamos ter um gesto de perdão a quem nos feriu e o possamos incluir à mesa.

Quem sabe instalemos uma mesa em casa alheia, oferecendo um banquete.

Um banquete de luz que ofereça pratos de desculpas, doces de perdão, frutas de ternura e paz.

Apressemo-nos. O Natal se aproxima. Desejemos ardentemente comemorá-lo com Ele, o Celeste Amigo.

Redação do Momento Espírita, com transcrição
 do
Evangelho de Lucas, cap. 22, versículo 15.
Em 17.12.2021.

 

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