Momento Espírita
Curitiba, 17 de Junho de 2024
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ícone O que resta do Natal

Quando o dia de Natal se vai, bom se analisar como ficamos nós. Nas semanas que o antecedem, nossas horas são tomadas por inúmeras preocupações.

São detalhes importantes, como não esquecer uma pequena lembrança para um coração amigo, um prestador de serviço. Uma mensagem para o familiar distante.

Quiçá, a montagem de um pequeno vídeo, que mais parece um cartão vivo, daqueles que se assemelham aos quadros mágicos da série Harry Potter.

A ceia, por mais simples, requer um certo requinte. Um enfeite, pratos diferentes à mesa. Talvez, aqueles antigos, da vovó, bem decorados. Utilizados em ocasiões especiais.

Recordamos o nascimento do Celeste Amigo. Lemos algumas passagens a respeito da Sua chegada ao planeta. Oramos em conjunto.

Encantamo-nos com a decoração das lojas, dos shoppings, da cidade. Tudo muito iluminado que, mesmo que as pessoas não se deem conta, enaltecem o Rei Solar.

Interessante que, apenas transcorrida a data, o que acontece é uma agitação, por vezes, muito mais intensa.

Agora, se aguarda o Ano Novo, que chega carregado de promessas e de sonhos.

Se o Natal é a reunião da família, a troca de abraços e presentes, o Ano Novo se caracteriza por viagens, por busca de lugares diferentes para celebrar o início de uma nova etapa.

É de nos perguntarmos, então, o que resta do Natal. O que ficou impresso em nossas almas, depois de tantas mensagens de paz, de bênçãos.

O que guardamos, em nossa intimidade, depois dos dias em que, de uma maneira ou de outra, conforme nossos vínculos religiosos, recordamos de forma mais estreita a vinda do Messias entre nós.

Nesses dias que se sucedem, céleres, como areia escorrendo entre nossos dedos, que restou em nossa alma?

*   *   *

Que a comemoração natalina possa nos ter deixado marcas indeléveis. Marcas que não nos permitam esquecer da solidariedade, da fraternidade, da compaixão.

Que os abraços entre amigos, familiares possam se repetir, muitas vezes. Que nos lembremos de fazer declarações de amor, diariamente.

Algo que vai desde o Eu amo você, ao namorado, cônjuge, filho, pais, amigo, ao olhar nos olhos e agradecer por essa pessoa estar presente em nossas vidas.

Que enalteçamos o alto valor dos afetos mais profundos aos mais tênues, em nossa jornada. Que não deixemos para afirmarmos da sua importância, quando partirem desta vida.

Que saibamos desfrutá-los, todos os dias, a cada dia. E que lhes digamos dessa sua importância.

Não poupemos manifestações de afeto. Permitamos que o amor floresça em nós e produza frutos ao nosso redor.

Que as doçuras do Natal, com sua ternura, sejam presença em todos os dias do novo ano.

Se, a cada comemoração natalina, alicerçarmos um pouco mais essa maneira de viver, a breve tempo, uma imensa renovação se fará neste mundo.

Porque, se dentro do lar, entre os que elegemos como amigos, agirmos como o fazemos nas comemorações do Natalício Celeste, transformaremos, com certeza, a face do planeta.

Sejam, portanto, todos os dias vindouros, a reprise do Natal de paz, de fraternidade, de compaixão, de amor.

Redação do Momento Espírita.
Em 28.2.2022.

 

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