Momento Espírita
Curitiba, 26 de Maio de 2024
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ícone Não deixemos para amanhã

O teste fora marcado há meses pelo professor.

Os quatro amigos postergaram, pouco estudaram. Preferiram as noites de festa e de diversões até alta madrugada e, por vezes, nem compareciam às aulas.

Na noite que antecedia a prova, foram a uma festa, retornando muito tarde.

Tendo consciência de que não estavam preparados para a avaliação, resolveram inventar uma história.

Pela manhã, sujaram-se com graxa e rasgaram partes de suas roupas.

Apresentaram-se dessa forma para o professor, alegando que, na noite anterior, foram a um casamento. Todavia, no retorno para casa, o pneu do carro no qual estavam estourou e eles fizeram todo o caminho de volta, empurrando o carro.

Afirmaram, assim, que não estavam em condições de fazer o teste. O professor permitiu que eles realizassem a prova dali a três dias, a fim de que pudessem se recuperar.

Eles agradeceram e garantiram que, na data combinada, estariam presentes para a realização do teste.

Passados os dias, apresentaram-se ao professor. Ele explicou que, como fariam a prova, em uma condição especial, a realizariam em salas separadas.

Como haviam se informado com os colegas do conteúdo da avaliação, estavam muito confiantes e não se importaram.

Prontos, o professor entregou o teste, que valia cem pontos. Eram apenas três questões:

Escreva seu nome. Valor: um ponto.

Qual o nome do casal que o convidou para o casamento? Valor: nove pontos.

Qual pneu estourou no retorno para casa: esquerdo dianteiro, esquerdo traseiro, direito dianteiro ou direito traseiro? Valor: noventa pontos.

*   *   *

O Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, questionou aos emissários divinos:

Onde está escrita a Lei de Deus?

E recebeu a certeira resposta: Na consciência.

A Terra, nosso grande planeta-escola, é campo fértil de inúmeros aprendizados.

De cada conquista, de cada alegria, de toda lágrima que se anuncia, colocamo-nos diante de profundas lições.

Para as conquistas, a alegria do esforço empregado. A gratidão a quantos nos auxiliaram.

Para a alegria, a humildade de compreendermos a misericórdia divina agindo sempre a nosso favor.

Para as lágrimas, a prece, a busca do fortalecimento moral, o teste da fé.

Por vezes, enganamos ou tentamos enganar a nós mesmos, não abraçando nossas responsabilidades.

No entanto, para cada um de nossos atos, existe um implacável juiz a quem não podemos enganar: nossa consciência.

Diariamente, as provas nos são apresentadas. São situações difíceis umas, mais árduas outras. Não podemos garantir que passaremos com louvor em todas elas.

Porém, podemos assegurar, com absoluta certeza, que é possível oferecermos nosso melhor.

Bastará que o desejemos, que não deixemos para mais tarde, que aproveitemos o momento que se apresenta.

As provas são o remédio amargo de que necessitamos para a cura de nossas consciências manchadas por nossas mazelas morais.

Pensemos nisso! Não deixemos para amanhã!

Redação do Momento Espírita, com base em conto
de autoria desconhecida e transcrição da pt. 3, cap. I,
 questão 621, de
O livro dos Espíritos, de Allan Kardec,
 ed. FEB.
Em 9.3.2022.

 

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