Momento Espírita
Curitiba, 30 de Maio de 2024
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Disseram que você não irá vencer naquilo que está buscando.

Que o seu doente querido está no clima da morte.

Que você irá atravessar longa noite de provações.

Disseram que não irá encontrar aquele trabalho que mais deseja.

Que não irá se recuperar de certas perdas sofridas.

Que os sonhos que mais acalenta não serão realizados.

Disseram que os entes amados distantes nunca mais voltarão ao convívio próximo.

Que o desgaste do corpo físico não irá lhe possibilitar aquelas conquistas que tanto almeja.

Que por essa ou aquela falta andará sobre a Terra constantemente entre pedras e espinhos.

Tudo isso disseram...

Entretanto, continue agindo e servindo, orando e esperando, porque as opiniões de Deus são diferentes.

*   *   *

As leis de Deus nos apresentam outras vias, outras possibilidades de vitórias, que nem sempre são as óbvias ou as que deseja nosso coração.

Nossos amores adoecem na dimensão acanhada do mundo dos cinco sentidos, porém, muitas vezes, a enfermidade que está preocupando a todos é a redenção que eles escolheram e necessitam para que conquistem a sua libertação.

As formas de ocupação útil, de servir, nos dias atuais, se multiplicam numa velocidade que quase não se pode acompanhar.

Novos mercados, novas necessidades, novos empreendimentos surgem aqui e ali, de forma espantosa.

Importante estarmos dispostos ao trabalho, dispostos a servir onde formos necessários.

Fundamental colocarmos nossa criatividade e potencial à disposição de nós mesmos. As novas oportunidades surgem todos os dias. Confiemos.

E, afinal, o que são perdas realmente?

Já descobrimos que a riqueza do mundo muda de mãos num piscar de olhos. O que era nosso, parece que nunca foi, pois se desintegrou, virou pó.

De verdade, nunca nos pertenceu. Os bens da Terra são todos de uso temporário, são bens para manutenção da vida, enquanto estamos por aqui. Não se trata de bens perenes.

Os perenes são aqueles que as traças e a ferrugem não consomem, os ladrões não roubam. Esses sim são nossos. O restante é usufruto.

E se falamos de perdas de pessoas, o verbo empregado precisa ser repensado.

Afastamo-nos momentaneamente, quando a desencarnação entrega de retorno ao mundo invisível a alma dos que nos são caros ao coração.

A sensação que nos envolve é a de termos ficado sozinhos. Estamos em endereços distintos apenas, mas não perdemos ninguém.

Pelo contrário, se soubemos amar, se construímos algo grandioso com o convívio, ganhamos todos e saímos de cada final de existência muito mais maduros do que chegamos.

Ainda, mesmo responsáveis por nossos equívocos, mesmo devedores do passado, a existência nos abraça com amorosidade. As leis querem nos educar e não punir.

Vejamos, assim, como as opiniões de Deus são diferentes daquelas que só percebem uma pequena porção da verdade. Porção, quase sempre, feita de pedaços de um espelho embaçado.

Sigamos, agindo e servindo ao bem.

Sigamos, orando e esperando.

A vitória nos pertence. Deus segue conosco todos os dias, todas as horas.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Disseram, do
 livro Momentos de Paz, pelo Espírito Emmanuel, psicografia
 Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 14.2.2023.

 

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