Momento Espírita
Curitiba, 26 de Maio de 2024
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ícone Um povo gentil

É comum quando se elogia a terra onde canta o sabiá, a terra das palmeiras do saudoso poeta, algumas vozes se erguerem para deslustrarem a imagem do país.

Há os que reclamam por continuarmos a dizer que ele é o coração do mundo, dadas as dificuldades que aqui se encontram: miséria, fome, corrupção.

Contudo, seria bom ouvir como alguns estrangeiros se sentem. Ou porque optaram pelo país verde e amarelo.

Ouvimos o depoimento de um neto de italianos. O avô materno e sua própria mãe emigraram da Itália, após a Segunda Guerra Mundial.

Seu pai é filho de uma italiana com um português.

Todos trabalhadores, pessoas honradas, focadas em proporcionar um futuro melhor para suas famílias.

Certa vez, esse neto indagou ao avô materno porque optara vir para o Brasil.

Ele lhe contou que vivia na região da Toscana, que foi ocupada pelos alemães.

O que observou é que os soldados alemães chegavam nas casas, comiam e bebiam do que queriam.

Desconfiados, exigiam que os moradores provassem os alimentos antes, para ter certeza de que não estariam envenenados.

Por sua vez, os soldados brasileiros foram chegando e expulsando os alemães. E um outro comportamento foi observado pelos italianos.

As tropas da Força Expedicionária Brasileira, em vez de tomar as casas, expulsar os moradores, dividiam a sua própria comida com eles.

Era comum utilizarem as expressões Por favor e Muito obrigado.

Dessa forma, concluía o avô, pensei que se um povo, através de seus soldados, tem esse tipo de comportamento, em tempo de guerra, é um povo abençoado.

Então, eu decidi que era para esse país que levaria a minha família para viver e ser feliz.

*   *   *

Este relato nos diz que se ainda somos uma nação com muitos problemas a resolver, temos, no entanto, um enorme coração.

Temos brasileiros que sabem dizer Por favor, Obrigado.

Brasileiros que honram o solo pátrio, trabalhando honestamente, produzindo para engrandecer o país.

Brasileiros que educam seus filhos, ensinando-lhes que se deve Amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo.

Que se deve receber bem o estrangeiro, lembrando que o próprio Mestre viveu anos como estrangeiro, para salvar a própria vida.

É tempo de ouvirmos as vozes espirituais que nos convidam:

Brasileiros, abandonemos para sempre, as armas homicidas das revoluções!

Consideremos o valor espiritual do nosso grande destino!

Engrandeçamos a Pátria no cumprimento do dever pela ordem, e traduzamos a nossa dedicação mediante o trabalho honesto pela sua grandeza!

Consideremos, acima de tudo, que todas as suas realizações hão de merecer a luminosa aprovação de Jesus, antes de se fixarem nos bastidores do poder transitório e precário dos homens!

Nos dias de provação, como nas horas de venturas, estejamos irmanados numa doce aliança de fraternidade e paz indestrutível, dentro da qual deveremos esperar as claridades do futuro.

Não nos compete estacionar, em nenhuma circunstância, e sim marchar, sempre, com a dedicação e com a fé realizadora, ao encontro do Brasil, na sua admirável espiritualidade e na sua grandeza imperecível.

Redação do Momento Espírita, com base em carta lida no
 
Programa Meia Hora com Motta e no Prefácio, do livro
 
Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, psicografia de
 Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Humberto de Campos,
ed. FEB.

Em 27.2.2023.

 

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