Momento Espírita
Curitiba, 24 de Abril de 2024
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ícone Outros mundos, outras vidas

O assunto não é novo. Fala-se a respeito vez ou outra. Para muitos, soa estranho, algo como ficção. E, de forma alguma, acreditam possa ser verdade.

Outros, no entanto, olham o infinito, enamorados e indagam: Serão habitados todos os globos que existem no Universo?

Teremos já vivido em outros planetas? Talvez até em outro sistema solar, antes de aportamos neste planeta que chamamos Terra?

De que temos saudades, olhando as estrelas? Teremos migrado de alguma delas?

Escritores, poetas, músicos oferecem ao mundo seus escritos, versos e composições, falando de outras dimensões.

Religiosos, que leem a afirmativa de Jesus de que O Pai trabalha incessantemente, dizem que a Criação é contínua.

Se assim é, para que continua Deus criando mundos, estrelas e sistemas?

Impossível que Deus, todo Sabedoria, tenha feito essas constelações, essas nebulosas, esses quasares desaparecidos diante da nossa visão, há milhões e milhões de anos luz, sem qualquer objetivo.

Professores e pedagogos nos dizem que depois que a criança termina o jardim de infância, a matriculamos no curso fundamental.

Seguirá, em seguida, para o nível médio, a Universidade. E, desejando sempre crescer, buscará especialização, mestrado, doutorado, ilustrando-se sempre.

É de nos perguntarmos, então, quando este planeta em que vivemos não tenha mais o que nos proporcionar como ensinamento, que faremos?

A lógica nos diz que a Divindade nos levará para o planeta seguinte, onde haja coisas que tenhamos que aprender.

É aí que nos damos conta de que todos os globos devem ser habitados. Que a vida existe, em outras estâncias, além do planeta azul.

E nós, seres terrestres, estamos longe de sermos os únicos seres dotados de inteligência, de sabedoria, de virtude.

A exuberância do Universo nos diz que seres vivos habitam essa imensidade criada por Deus.

Naturalmente, não deverão ser exatamente como nós. Afinal, aqui mesmo, na Terra, temos vários tipos de vida.

Os peixes vivem dentro d'agua, respirando por guelras. Raros deles têm pulmões.

As aves voam no espaço, leves, dominando os ares.

Existem até seres que não precisam de oxigênio para viver. Ao contrário, quanto menos oxigênio houver, mais se reproduzem.

São os micróbios anaeróbicos.

São seres diferentes, vidas diferentes, que não têm nossas mesmas necessidades, nem nossas limitações.

Se sairmos por esse Universo afora, quantas outras formas de vida haveremos de encontrar.

Por isso lançamos satélites ao espaço. Para registrar a possibilidade de vida em outros mundos.

Por isso, um astrofísico notável, como Fred Hoyle, escreveu em seu livro O Universo inteligente, que encontrou aminoácidos, nos restos de matéria espacial que sua equipe coletou.

Eles são as bases das proteínas, que são o fundamento da vida orgânica.

Dessa forma, esse especialista em exobiologia, a biologia de fora, diz que há vida orgânica fora do nosso sistema solar.

Temos irmãos interplanetários, concluímos.

Somos uma imensa família universal, regidos pela batuta de um Deus onipotente.

Bem dizia o Mestre de Nazaré: Há muitas moradas na Casa de meu Pai.

Redação do Momento Espírita, com base no curta
Todos os mundos são habitados?, de Raul Teixeira,
 disponível no @canalfep.
Em 23.10.2023.

 

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